Política

\"Guerra no Rio não é nova\", diz Marcelo Freixo

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) foi entrevistado na Rádio Metrópole nesta quarta-feira (27), durante o Jornal da Cidade 2ª Edição. Questionado sobre a crise política, social e institucional vivida pelo Rio de Janeiro, o parlamentar destacou que a situação de \"guerra\" vivida pelos cariocas não é nova, mesmo com elementos inéditos. [Leia mais...]

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Foto : Tomaz Silva/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 27 de Setembro de 2017 ⋅ 17:47

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) foi entrevistado na Rádio Metrópole nesta quarta-feira (27), durante o Jornal da Cidade 2ª Edição. Questionado sobre a crise política, social e institucional vivida pelo Rio de Janeiro, o parlamentar destacou que a situação de \"guerra\" vivida pelos cariocas não é nova, mesmo com elementos inéditos.

\"Hoje temos um elemento novo, de crise política acompanhando a crise social. Quando o tecido social rasga, você vê a presença de um armamento muito grande, com conflito de território, e é difícil achar uma cidade no mundo que a gente tenha esse tipo de coisa. As armas são de guerra, o cenário é de guerra, os mortos são de guerra. Numa guerra, é matar ou morrer, um grupo tentando tomar o estado. Mas não ocorre isso. Hoje não se sabe quem é o inimigo, mas talvez se saiba a cor que ele tenha e onde ele está\", disse Freixo, destacando que há \"uma criminalização muito grande dos moradores\" de favelas, como a Rocinha.

Ao ser perguntado sobre uma possível melhora no panorama do Rio de Janeiro, o deputado destacou que o estado \"não está diferente do resto do Brasil\". \"Temos governos ilegítimos, no Rio foram eleitos em cima de uma mentira. Há uma indignação sobre esses governos imensa, mas não há uma indignação muito grande nas ruas. As pautas de 2013 eram progressistas, por mais que nem todos que estivessem nas ruas fossem progressistas. Não respondemos às portas abertas e às bandeiras. Houve um esfriamento nessas ruas. Mas daqui até 2018, numa eleição muito importante depois do golpe, podemos ter algo novo. Está na hora de olhar para a Rocinha e entender que há uma crise democrática\", afirmou Marcelo Freixo.

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