Política

Collor acusa Janot de vazar informação sigilosa para conseguir espaço na mídia

Em sabatina na Comissão do Senado, na tarde desta quarta-feira (26), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi questionado e recebeu sérias acusações do senador Fernando Collor (PTB-AL). O senador foi denunciado por Janot na última quinta-feira (20), ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de envolvimento em esquemas corruptos na Petrobras. Na sabatina, Collor aproveitou para mencionar ações duvidosas realizadas pelo procurador. [Leia mais...]

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Foto : Foto: Antônio Cruz

Por Bárbara Gomes no dia 26 de Agosto de 2015 ⋅ 14:01

Em sabatina na Comissão do Senado, na tarde desta quarta-feira (26), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi questionado e recebeu sérias acusações do senador Fernando Collor (PTB-AL). O senador foi denunciado por Janot na última quinta-feira (20), ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob suspeita de envolvimento em esquemas corruptos na Petrobras. Na sabatina, Collor aproveitou para mencionar ações duvidosas realizadas pelo procurador, na tentativa de mostrar que o mesmo que acusa, pode ser acusado.

Collor disse que Rodrigo Janot deu prejuízo aos cofres públicos ao alugar uma mansão, em Brasília, por R$ 67 mil mensais, sem licitação. Afirmou também que o procurador-geral "falseou" informações sobre contratação de empresa de comunicação sem licitação. E ainda alegou que Janot usa "estratégia" para vazar informações de investigações para determinados veículos de comunicação para conseguir espaço. "Quem está dizendo isso não sou eu, não sou só eu", disse Collor.

Além disso, o senador relembrou um fato ocorrido em 1995, quando Janot era procurador geral da república. "Ele tinha um parente contraventor, Cláudio Gouvêa, associado a um outro contraventor que receberam por parte da Interpol o chamado aviso vermelho, ou seja, procurado onde quer que estivesse. Janot hospedou o Gouvêa em sua casa em Angra dos Reis, litoral carioca", garantiu Collor que finalizou o discurso afirmando que o procurador fez contratação ilegal de funcionário na Procuradoria Geral da República.

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