Política

Janot rebate acusações feitas por Collor e nega vazar informações sigilosas

Em sabatina da Comissão do Senado, o procurador geral Rodrigo Janot rebateu as acusações feitas contra ele pelo senador Collor (PTB-AL). Sobre o aluguel do imóvel no Lago Sul, em Brasília, ele alegou que ao identificar irregularidades na locação da casa, o contrato foi rescindido. "Na licitação, a empresa que locou o imóvel apresentou um alvará com uma planta falsa", disse Janot que afirmou ter quebrado o acordo logo que o erro foi identificado. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/ Ag. Brasil

Por Bárbara Gomes no dia 26 de Agosto de 2015 ⋅ 15:35

Em sabatina da Comissão do Senado, o procurador geral Rodrigo Janot rebateu as acusações feitas contra ele pelo senador Collor (PTB-AL). Sobre o aluguel do imóvel no Lago Sul, em Brasília, ele alegou que ao identificar irregularidades na locação da casa, o contrato foi rescindido. "Na licitação, a empresa que locou o imóvel apresentou um alvará com uma planta falsa", disse Janot que afirmou ter quebrado o acordo logo que o erro foi identificado. “Muito antes de qualquer manifestação de senador, houve a imediata adoção de providencias para rescisão do contrato”, afirmou o procurador.

Quanto à acusação de ter escondido um foragido da Interpol em sua residência, em Angra dos Reis, Janot explicou que o homem apontado pelo senador morreu faz mais de cinco anos. "Não vou me referir a esse episódio porque eu tenho para mim que temos que se referir a pessoas que podem apresentar defesa. Em respeito aos mortos, não vou me referir", destacou. O procurador disse ainda que não houve interferência da parte dele, quanto às buscas da Interpol aos contraventores. 

Janot também negou vazar informações sigilosas. "Sou discreto, não tenho atuação midiática", alegou explicando que houve uma especulação da mídia a respeito dos detalhes das delações premiadas de investigados da Operação Lava Jato. "O que houve não foi vazamento, foi especulação enorme. Alguns meios deram a 'Lista do Janot'. Alguns acertaram nomes, outros erraram nomes. E não se vaza nomes errados", ironizou. Quanto à contratação irregular de um assessor, o procurador garantiu que o funcionário foi nomeado para a chefia da comunicação por causa do seu currículo.

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