Política

Rita Tourinho diz que Rui não tem obrigação de seguir lista tríplice para chefe do MP

A promotora do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Rita Tourinho, afirmou que o governador Rui Costa, que decidiu manter Ediene Lousado, segundo colocada na lista tríplice enviada pelo órgão, como chefe do MP, para o próximo biênio, não tem obrigação de seguir a votação. [Leia mais...]

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Foto : Matheus Simoni/ Metropress

Por Paloma Morais no dia 08 de Março de 2018 ⋅ 17:55

A promotora do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Rita Tourinho, afirmou que o governador Rui Costa, que decidiu manter Ediene Lousado, segunda colocada na lista tríplice enviada pelo órgão, como chefe do MP para o próximo biênio, não tem a obrigação de seguir a votação. A Associação do MP (Ampeb) apelou para que o promotor Pedro Maia, mais votado pela categoria, fosse escolhido.

"Esta questão da Ampeb, do pedido do mais votado, tem ocorrido anos assim. Todo ano é sempre encaminhado o ofício pedindo que o mais votado seja escolhido para que caracterize a vontade da casa. Agora, deixando bem claro que não há no gestor público essa obrigação. A própria Constituição deixa claro que ele tem a possibilidade de a lista tríplice realizar essa escolha, não é uma imposição [nem a lista ser obrigatória]. Ele tem essa discricionariedade de escolher a pessoa que seja mais indicada", considerou, ao Jornal da Cidade Segunda Edição, na Rádio Metrópole.

No Dia da Mulher, Tourinho afirmou que Ediene fez um bom trabalho e considerou a homenagem justa, mas disse não "levantar a bandeira do feminismo".

"Acho importante ter uma mulher à frente de uma instituição importante como o MP. Não levantando uma bandeira do feminismo, eu acho que essa alternância é importante. Hoje a diferença de homem e mulher é estrutura física. Eu parto do princípio de que somos todo iguais", afirmou.

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