Política

Deputados baianos fazem 'faxina' no gabinete após perder eleição

Derrotados no pleito, parlamentares têm até o dia 30 de janeiro do próximo ano para entregar as chaves do espaço

[Deputados baianos fazem 'faxina' no gabinete após perder eleição]
Foto : Lula Marques/Agência PT

Por Rodrigo Daniel Silva no dia 08 de Novembro de 2018 ⋅ 10:20

Depois de fracassarem na disputa eleitoral deste ano, os deputados federais baianos têm feito uma limpeza nos gabinetes em Brasília e exonerado os assessores. Do dia 8 de outubro (um dia após a votação do primeiro turno) até a última terça-feira (5), pelo menos, 24 auxiliares dos parlamentares foram demitidos, conforme levantamento feito pelo Jornal da Metrópole no Diário da União.

O deputado federal Roberto Britto (PP), que desistiu de tentar a reeleição e concorrer por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) neste ano, já exonerou sete pessoas de seu gabinete.  “São assessores que trabalharam para mim em algumas regiões do estado e não corresponderam. Como não tivemos resultados satisfatórios nestes locais, retiramos. Faremos outras [exonerações] nos próximos dias”, declarou.

Na Câmara dos Deputados desde 2007, Roberto Britto teve três mandatos consecutivos. Ao ser candidato à AL-BA neste ano, o progressista teve 38.939. Foi apenas o nono mais votado de sua sigla e coincidentemente ocupa a nona suplência de deputado estadual. “Eu vou retornar para medicina. Só não irei se meu partido me convocar para alguma missão”, afirmou.

Britto contou que foi procurado pelos deputados federais eleitos Zé Neto (PT) e Marcelo Nilo (PSB) que desejam ficar com o gabinete. No entanto, segundo o Ato da Mesa da Casa, a distribuição dos espaços ocorre por sorteio, mas alguns parlamentares têm preferência para escolher por ter dificuldades de locomoção ou necessidades especiais, por exemplo. Os deputados, que não se reelegeram, têm até o dia 30 de janeiro do próximo ano para entregar as chaves do gabinete.

Depois de cinco mandatos não consecutivos, Benito Gama (PTB) também não conseguiu a recondução. Ele perdeu quase 40 mil votos em 2018 na comparação com a eleição anterior. Após o fiasco, exonerou seis assessores do gabinete. “Estamos desativando o gabinete para entregar por etapas”, justificou.

Ex-presidente do Conselho de Ética na Câmara, José Carlos Araújo (PR) não teve êxito na reeleição e já exonerou seis assessores. A assessoria negou que as demissões estão relacionadas a derrota do republicano e alegou que trata-se de "movimentação normal de funcionários".

Candidato ao Senado neste ano, o deputado federal Irmão Lázaro (PSC) também resolveu iniciar a limpeza em seu gabinete. O social-cristão demitiu, pelo menos, quatro assessores.

Ele tem dito que vai permanecer na vida política após ficar em terceiro lugar na briga pela Câmara Alta do Congresso Nacional, atrás de Jaques Wagner (PT) e Ângelo Coronel (PSD). Segundo o parlamentar, ele deve competir pela prefeitura de Feira de Santana em 2020. Campeão de votos na Bahia em 1998, Paulo Magalhães (PSD), que fracassou na disputa eleito, demitiu apenas uma pessoa por enquanto.

*Esta matéria foi publicada na edição de hoje do Jornal da Metrópole. Clique aqui e confira outras.

Notícias relacionadas

[Moro deve trocar comando da Polícia Federal]
Política

Moro deve trocar comando da Polícia Federal

Por Marina Hortélio no dia 17 de Novembro de 2018 ⋅ 08:30 em Política

De acordo com a Folha, o atual superintendente da PF do Paraná, o delegado Maurício Valeixo, é um dos principais cotados para assumir o posto de diretor-geral da PF ou in...