Política

Governo usa Abin e avalia Igreja Católica como 'potencial opositora'

Aliados de Bolsonaro encaram o próprio Papa Francisco, por exemplo, como comunista capaz de atrapalhar os planos bolsonaristas

[Governo usa Abin e avalia Igreja Católica como 'potencial opositora']
Foto : José Cruz/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 11 de Fevereiro de 2019 ⋅ 08:40

O Palácio do Planalto está preocupado com o avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro (PSL). Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, diante da derrota dos partidos de esquerda no último pleito, integrantes do chamado “clero progressista”, pretenderiam aproveitar o Sínodo, encontro de cardeais do mundo todo no Vaticano, para criticar o governo Bolsonaro e obter impacto internacional. As informações foram obtidas através de relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Na avaliação da equipe do presidente, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se articulando para influenciar debates antes protagonizados pelo partido no interior do País e nas periferias. Aliados de Bolsonaro encaram o próprio Papa Francisco, por exemplo, como comunista capaz de atrapalhar os planos bolsonaristas.

Ainda segundo o Estadão, Bolsonaro tentará, por meio de interlocutores, convencer o governo italiano a interceder junto à Santa Sé para evitar ataques diretos à política ambiental e social do governo brasileiro durante o Sínodo sobre Amazônia, que será promovido pelo papa Francisco, em Roma, em outubro.

Em nota divulgada na noite do último domingo (10), o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) confirmou que existe "preocupação funcional com alguns pontos da pauta” do evento e que parte dos temas "tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional".

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