Política

Proposta de cortar verba de cursos de humanas tem pouco peso prático

Alunos dos cursos de filosofia e sociologia são apenas 1% do total de universitários em instituições federais

[Proposta de cortar verba de cursos de humanas tem pouco peso prático]
Foto : Antonio Cruz / Agência Brasil

Por Juliana Rodrigues no dia 27 de Abril de 2019 ⋅ 12:30

Defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, a redução de investimentos em cursos de filosofia e sociologia não traria efeitos práticos para a educação, segundo levantamento da Folha. O número de alunos de graduação desses cursos representa 1% do total nas universidades federais, quantidade similar à da pós-graduação.

Dos 1.283.431 alunos de graduação das federais, 25.904 estão em cursos de filosofia ou sociologia —1% do total, segundo dados do Censo da Educação Superior de 2017. As duas áreas registram 66 programas de mestrado e doutorado nas federais, ou 2,5% do total de 2.509 programas nessas instituições, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação. 

Em relação ao pagamento de bolsas, o cenário é o mesmo. Somente 1,4% dos gastos do CNPq, agência federal de fomento à pesquisa, são direcionados às ciências sociais. Para a filosofia, esse percentual é de 0,7%. As bolsas pagas nessas áreas, em 2017, somam R$ 19,7 milhões, diante de um total de R$ 944 milhões. 

Uma das áreas consideradas por Bolsonaro como "mais competitivas" e que deveriam ser priorizadas, a engenharia, já concentra mais de 20% do total de gastos com bolsas.

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