Política

Secretário Bruno Barral rebate críticas de vereador à educação

Sílvio Humberto reclamou do programa "Pé na Escola", que oferta vagas para crianças em idade pré-escolar na rede privada

[Secretário Bruno Barral rebate críticas de vereador à educação]
Foto :Tácio Moreira/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 14 de Agosto de 2019 ⋅ 10:01

O secretário de Educação de Salvador, Bruno Barral, rebateu o vereador de Salvador Sílvio Humberto, durante entrevista à Rádio Metrópole, hoje (14). O edil reclamou do programa "Pé na Escola", que oferta vagas para crianças em idade pré-escolar na rede privada, e reivindicou a abertura das mesmas vagas no ensino público  municipal. 

"O que questiono é que todo ambiente escolar que é diferente. Coloco meu filho em uma escola que tem padrão diferente do município. O que a gente tem que trabalhar é que a escola do município tenha o mesmo padrão e não precise fazer isso", disse Sílvio. 

Em resposta, o secretário lembrou que, apesar da falta de vagas na pré-escola, que motivou o surgimento do programa, a mesma situação não ocorre no Fundamental I e II, antigo primário e ginásio.

"Temos muito a fazer, mas Salvador não pode, em seis anos e meio, resgatar todo um trabalho que foi feito no passado. Tínhamos rede totalmente degradada e a gente não reconhecer o que foi feito hoje é extremamente ruim para a sociedade", disse Barral. 

"Se você não reconhecer que nós evoluímos no número de vagas, que nós temos qualidade, acesso e permanência. Nós fomos a capital que mais reduziu distorções das séries de 2018 para 2019. Isso é fruto de trabalho muito focado em qualidade, há dois anos da minha gestão. Não acho justo que não reconheçamos", completou o secretário.

Sílvio disse que não declarou que não reconhecia o trabalho da prefeitura, mas somente classificou como "insuficiente". "Eu não acho que é insuficiente, acho que tem muito a fazer. Dizer que é insuficiente é vazio, leviano e superficial. Vamos aprofundar a discussão", rebateu Barral

Depois disso, o vereador respondeu: "Aqui você está diante de alguém que  estuda, que analisa e que tem visitado as escolas e conversado com educadores. Não estou fazendo denúncia vazia".

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