Política

Fachin vota pelo afastamento de ministro do TCU do cargo

Julgamento foi suspenso após o voto do relator da Lava Jato e deve ser retomado no dia 27 de agosto

[Fachin vota pelo afastamento de ministro do TCU do cargo]
Foto : José Cruz/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 14 de Agosto de 2019 ⋅ 14:11

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou pelo recebimento da denúncia contra o ministro do Tribunal de Contas União (TCU), Aroldo Cedraz, seu filho, o advogado Tiago Cedraz, e outras duas pessoas pelo crime de tráfico de influência. A informação foi divulgada pelo portal Jota. O julgamento foi suspenso após o voto do relator da Lava Jato e deve ser retomado no dia 27 de agosto.

Em seu voto, o ministro também acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo afastamento de Cedraz do cargo. "De fato, a possível e constante mescla de interesses particulares e institucionais revelados pela proximidade não apenas familiar, mas profissional vigente entre ambos os denunciados, oportunizou ao Ministro daquela Corte de Contas privilegiar os interesses de seu filho, o advogado Tiago Cedraz Leite Oliveira, no acompanhar de processos em curso na Corte de Contas”, afirmou Fachin.

Ainda de acordo com Fachin, o afastamento do cargo de ministro do TCU é medida recomendável à garantia do interesse público diante do risco de reprodução do modelo de comportamento censurado pela presente denúncia mediante utilização do cargo investido.

Os quatro são acusados de negociar e receber dinheiro da empresa UTC Engenharia com o propósito de influenciar o julgamento de processos referentes à Angra 3 que estavam em andamento no TCU. O valor total do contrato era de quase R$ 3,2 bilhões, montante que seria pago ao consórcio vencedor do certame, que tinha entre os integrantes a construtora UTC.

Notícias relacionadas

[Bolsonaro quer iniciar 2020 com reforma ministerial]
Política

Bolsonaro quer iniciar 2020 com reforma ministerial

Por Juliana Rodrigues no dia 14 de Dezembro de 2019 ⋅ 14:28 em Política

Titulares das pastas da Educação, Casa Civil e Minas e Energia devem ser substituídos, segundo interlocutores do governo