Política

PSL terá triagem eletrônica para evitar ex-petistas como seus candidatos e dirigentes

Norma faz parte do programa de compliance do partido, que deverá ser implementado nos próximos 15 dias

[PSL terá triagem eletrônica para evitar ex-petistas como seus candidatos e dirigentes]
Foto : Reprodução / Facebook

Por Juliana Rodrigues no dia 17 de Agosto de 2019 ⋅ 15:40

O programa de compliance do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, terá um controle para evitar que pessoas antes ligadas a siglas de esquerda sejam candidatos ou integrem diretórios regionais da legenda.

Levantamento feito pela Folha de S. Paulo com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e publicado em uma reportagem na semana passada mostrou que, dos 271 mil filiados ao PSL, cerca de 10,6 mil (4%) já estiveram em siglas identificadas com a esquerda, como PT, PDT, PSB, PSOL, PC do B, PCB, PSTU e PCO. Já entre os 145 políticos que o PSL elegeu nas eleições de 2018, 78 estiveram em outras siglas antes, sendo que 19 passaram por partidos de esquerda.

O compliance representa uma série de procedimentos e normas para assegurar a conduta ética e é comum no mundo corporativo. O partido pretende implementar o modelo nos próximos 15 dias.

Embora o programa inclua um sistema eletrônico para fazer uma triagem ideológica dos membros do PSL, a medida não vai impedir a filiação, caso os integrantes tenham sido de outros partidos. 

Com a intenção do presidente do partido, Luciano Bivar (PE), de fazer o número de filiados chegar a um milhão até 2020, a direção partidária não pretende controlar rigorosamente todos os membros, mas haverá regras para aqueles que quiserem se candidatar ou fazer parte dos diretórios. Nesses casos, a triagem analisará dois fatores: não poderão estar filiados a outro partido que não o PSL (há casos de membros de diretórios filiados a outras siglas) e não poderão ter sido filiados ou terem tido qualquer envolvimento com partidos de esquerda nos últimos cinco anos. 

Outra regra, que vai valer para filiados, pré-candidatos e dirigentes partidários, é que não sejam condenados em segunda instância por crimes como estelionato, latrocínio, pedofilia, assédio sexual ou agressão à mulher.

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