Política

Bolsonaro diz que Moro foi 'covarde' por dificultar sua política de armar a população

Fala foi feita em conversa com apoiadores nesta segunda-feira no Palácio do Planalto

[Bolsonaro diz que Moro foi 'covarde' por dificultar sua política de armar a população]
Foto : Marcos Corrêa/PR

Por Matheus Simoni no dia 01 de Junho de 2020 ⋅ 11:40

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) voltou a atacar publicamente o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, hoje (1º), ao acusá-lo de dificultar a posse e o porte de armas. A falta de alinhamento do ex-juiz da Lava Jato com o governo foi evidenciada com a saída de Moro do Ministério da Justiça. Ele acusa Bolsonaro de interferir no comando da Polícia Federal em diversas vezes, chegando a apresentar como prova em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) um vídeo de uma reunião ministerial ocorrida no mês passado.

"Para vocês entenderem um pouquinho quem estava do meu lado. Essa IN (instrução normativa) 131 é da Polícia Federal, mas por determinação do Moro. É uma instrução normativa, ignorou decretos meus e ignorou lei para dificultar a posse e porte da arma de fogo para as pessoas de bem", afirmou Bolsonaro a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. A norma citada pelo presidente foi publicada em 2018, antes de Moro assumir a pasta, e trata de procedimentos relativos a registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo e munição.

A declaração do presidente ocorreu após ele ser abordado por um apoiador em uma cadeira de rodas que se disse vítima de um assalto. Segundo o relato do homem, ele é comerciante e afirmou que, por estar desarmado, não conseguiu se defender. 

Bolsonaro ainda citou uma outra portaria, que previa prisão para quem descumprisse medidas de distanciamento social contra a covid-19, para atacar o ex-ministro, a quem chamou de covarde. "Assim como essa IN, tem uma portaria que o novo ministro revogou que, apesar de não ter força de lei, orientava a prisão de civis. Por isso que naquela reunião secreta, o Moro, de forma covarde, ficou calado. E ele queria uma portaria ainda, depois, que multasse quem estivesse na rua. Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não era nossa", disse Bolsonaro.

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