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Familiares de Mãe Bernadete deixaram quilombo Pitanga dos Palmares por segurança, revela filho
A líder quilombola Mãe Bernadete foi assassinada na última quinta-feira (17), dentro do quilombo

Foto: Reprodução/Rádio Metropole
Os familiares da liderança quilombola Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, deixaram o quilombo onde moravam como medida de segurança, após a ialorixá ser morta com 22 tiros, na última quinta-feira (17). A informação foi divulgada pelo quilombola e gestor cultural Jurandir Welligton Pacífico, filho de Bernadete, durante entrevista ao apresentador José Eduardo, na Rádio Metropole, nesta terça-feira (22).
“Eu já me mudei, senão já estava morto”, disse. A mãe e o irmão de Jurandir, conhecido como Binho do Quilombo, foram assassinados em um espaço de tempo de seis anos, no mesmo quilombo onde moravam. Jurandir fez duras críticas sobre a segurança prestada à Bernadete. Ela era protegida pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH) do governo federal.
“Eram sete câmeras VTS, de fundo de quintal e só funcionavam quatro. O HD ficava ali mesmo [na câmera], se o assassino tivesse a expertise, pegava o HD na hora e ninguém ia ter imagem. Não tinha proteção nenhuma”. Questionado se vai desistir das terras do quilombo, Jurandir garantiu que não. “O legado continua, quilombo é resistência. Vou para cima, não tenho mais nada, já tiraram tudo de mim”, disse.
Confira a entrevista na íntegra:
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