Saúde

Secretário nega que Salvador gaste só R$ 0,59 per capita em saúde

Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (29), o secretário municipal de saúde, José Antônio Rodrigues Alves, comentou a reportagem exibida no último domingo (28), pelo Fantástico, na TV Globo, no qual mostra que o gasto médio com a saúde na capital baiana, por pessoa, é de R$ 0,59 por dia. José Antônio diz que o material exibido "só se refere a uma parte dos recursos". [Leia mais...]

[Secretário nega que Salvador gaste só R$ 0,59 per capita em saúde]
Foto : Max-Haack/Agecom

Por Jessica Galvão no dia 29 de Fevereiro de 2016 ⋅ 18:12

Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (29), o secretário municipal de saúde, José Antônio Rodrigues Alves, comentou a reportagem exibida no último domingo (28), pelo Fantástico, na TV Globo, no qual mostra que o gasto médio com a saúde na capital baiana, por pessoa, é de R$ 0,59 por dia. José Antônio diz que o material exibido "só se refere a uma parte dos recursos".

"O orçamento do municipal é superior a R$ 1 bilhão executados. Uma execução que nunca houve na capital. Os valores são com base num levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), sobre os recursos federais. Em 2006, os recursos transitaram pela administração municipal. A partir de 2008 e 2009, passou-se a se ter uma gestão compartilhada", disse o secretário.

"Houve transferência para parte das instituições filantrópicas, migrando da secretaria municipal para a estadual, que tem uma gestão, na minha opinião, atrofiada. A gestão é subfinanciada. Hoje nós gastamos R$ 200 milhões a mais do que se gastava na gestão anterior. Os recursos foram aumentados timidamente em 2013 e 2014, mas com essa crise, eles pararam", falou José Antônio.

Na ocasião, o secretário informou que quase R$ 50 milhões são gastos com folha de concursados, pelo Tesouro Municipal. "A natureza era a questão do subfinanciamento. Cria-se essa celeuma todo, mas o tesouro municipal cresceu. Hoje o Tesouro Municipal gasta quase R$ 50 milhões com folha de concursados. Saiu de 19% de cobertura para 43%. Os índices avançaram muito, e poderiam avançar mais, caso os recursos federais fossem repassados", falou.

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