Saúde

Pacientes questionam uso de jaleco em refeitório por profissionais de saúde

Na tarde desta segunda-feira (6), o Grupo Metrópole recebeu fotos que mostram profissionais de saúde utilizando jalecos no refeitório do Hospital Português. Apesar de comum, a prática é questionada por muitos pacientes, que têm medo de contaminação, uma vez que as mesmas vestimentas são usadas no atendimento aos doentes. [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Leitor Metro1

Por Paloma Andrade no dia 06 de Julho de 2015 ⋅ 18:57

Na tarde desta segunda-feira (6), o Grupo Metrópole recebeu fotos que mostram profissionais de saúde utilizando jalecos no refeitório do Hospital Português. Apesar de comum, a prática é questionada por muitos pacientes, que têm medo de contaminação, uma vez que as mesmas vestimentas são usadas no atendimento aos doentes.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), Francisco Magalhães, disse, em entrevista ao Metro1, que existe uma orientação para que não aconteçam situações como esta. “Existe uma orientação há muito tempo para que isso não aconteça, para não causar constrangimento. Porque assim o profissional usa a mesma roupa que utiliza no centro ou enfermarias também na cozinha e na rua. Isso causa um mal estar”, explicou.

O médico classificou como lamentável essa conduta dos funcionários e garantiu que a fiscalização deve ser feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb). “A fiscalização da conduta deve ser feita pelo Cremeb. Nós orientamos as pessoas a não fazerem isso. É lamentável”, afirmou o doutor.

Porém, segundo o Conselheiro do Cremeb, Otávio Mangabeira, o órgão não faz esse tipo de fiscalização. “É da vigilância sanitária. Eu não sei o caso concreto de profissionais médicos frequentando a cozinha, acho uma coisa exótica”, hesitou Mangabeira.

A respeito das fotos que mostram os funcionários frequentando o refeitório com uniforme de trabalho, o Doutor Otávio não se mostrou surpreso e classificou como “comum”. “Não vejo nenhum problema em ir até o refeitório de jaleco ou uniforme de trabalho. Se esses profissionais forem ao refeitório [de jaleco] correrão o risco de cair gordura na roupa, o que vai ficar feio para eles. Por isso se recomenda que não utilize [o uniforme] em local que não seja específico do trabalho”, explicou.

O conselheiro garantiu que não há problema nesta atitude dos funcionários, porque a infecção não ocorre por conta dos jalecos. “O maior problema de contaminação é pela mão. O próprio Ministério da Saúde tem uma campanha para que os profissionais lavem as mãos. Nós sabemos que a forma mais intensa de transmissão de doenças é a mão não lavada.”

 

 

Notícias relacionadas