Saúde

Inquérito vai apurar denúncia do desperdício de remédios vencidos na Bahia

Entre os medicamentos perdidos, estavam os usados contra doenças como pneumonia, malária, diabetes, trombose, hepatites B e C, Alzheimer, Chagas, esclerose, osteoporose, câncer, esquizofrenia, hipertensão e Aids. A secretaria diz também que, eles são de custo elevado e adquiridos judicialmente. [Leia mais...]

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Foto : Arquivo / Agência Brasil

Por Camila Tíssia no dia 26 de Agosto de 2016 ⋅ 10:21

Após a denúncia de que o estado teve um prejuízo de mais de R$ 6 milhões por conta de medicamentos passados da validade, antes de chegarem aos pacientes, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) afirmou ao Metro1, através de nota, que vai apurar a situação. Pelo menos 100 tipos de remédios da Central Farmacêutica do Estado da Bahia (Cefarba), órgão vinculado à Sesab, foram desperdiçados.

"A Superintendência de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia considera grave a denúncia e anunciou que abrirá inquérito administrativo para apurar o caso. De acordo com a superintendência, é importante informar que o estoque de medicamentos de compra centralizada oscila ao longo do ano em função de ações judiciais, que apenas em 2015 totalizaram R$ 43 milhões e a demanda por medicamentos pode variar com novos pacientes incluídos nos programas de dispensação de medicamentos e outros que saíram do programa, em virtude de nova indicação médica ou óbito", diz o comunicado.

Entre os medicamentos perdidos, estavam os usados contra doenças como pneumonia, malária, diabetes, trombose, hepatites B e C, Alzheimer, Chagas, esclerose, osteoporose, câncer, esquizofrenia, hipertensão e Aids. A secretaria diz também que, eles são de custo elevado e adquiridos judicialmente. 

"Esses medicamentos não estão no planejamento de compra regular e não constam no elenco pré-estabelecido pelo Ministério da Saúde, portanto, podem ser descartados ao término da sua validade em virtude da ausência de outro paciente com a mesma patologia para fazer uso", afirma a Sesab.

Só com testes rápidos do vírus HIV, por exemplo, foram perdidos  quase R$ 1,215 milhão. O medicamento Temsirolimus, mais conhecido como Torizel, é um dos mais caros da lista. Segundo o presidente da Associação de Renais Crônicos da Bahia, Gerson Barreto, afirmou ao jornal Correio, costumam faltar nos postos os medicamentos Noripurum, que serve para repor ferro no organismo dos portadores de problemas renais, e a Eritropoetina Humana Recombinante, para o tratamento de anemia de pessoas que fazem diálise. Desse último medicamento, 2.920 unidades serão descartadas por ter passado do prazo de validade. Um prejuízo de R$ 28 mil.

Ainda segundo o órgão, ações corretivas para reduzir as perdas com a passagem da validade estão em andamento. "A exemplo da modernização dos sistemas de armazenamento e gerenciamento de estoque de medicamentos e materiais, bem como a determinação instituída pela atual gestão a partir de 2015, de não recebimento de medicamentos com prazos de validade inferiores a 12 meses".

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