Saúde

Viciada em comida desabafa: "Eu queria ser fitness"

Você conhece alguém viciado em comida? Um vídeo que fala sobre o assunto está "bombando" na internet e já alcançou mais de 17 milhões de visualizações em apenas dois dias e quase 300 mil compartilhamentos. O registro é da estudante de jornalismo Samara Castro, de 19 anos. [ Leia mais…]

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Foto : Facebook/ reprodução

Por André Teixeira no dia 03 de Novembro de 2016 ⋅ 13:36

Você conhece alguém viciado em comida? Um vídeo que fala sobre o assunto está "bombando" na internet e já alcançou mais de 17 milhões de visualizações em apenas dois dias e quase 300 mil compartilhamentos. O registro é da estudante de jornalismo Samara Castro, de 19 anos. A jovem afirma que o desabafo é real e que foi feito num momento de tristeza: Esta é a minha triste realidade. Na verdade eu estava passando por momentos difíceis, aí eu fiz o vídeo. Na hora estava mal. Não era personagem, tanto que muita gente se identifcou — disse.

Entre os comentários na página da moça no facebook estão:  "Real? Para né Menina, o vídeo é super bacana, criativo, mas real não é, mesmo pq vc é linda e está em forma". Outro disse: "Gente sério parecia que ela estava falando de mimmm! Estou na luta com a balança mais não posso ver uma coxinha kkkk, sério eu saia da academia e ia tomar sorvete, meu Deus tenho que mudar isso"

Especialistas em nutrição afirmam que "viciados em comida tem várias formas e tamanhos. No entanto, uma semelhança que eles têm é a tentativa de controlar seu peso, sem uma solução permanente. Aqueles que são obesos podem tentar dietas radicais ou drogas, mas nada funciona. Outros acabam com transtornos alimentares, como bulimia ou anorexia."

O médico Drauzio Varella afirma que "quando alguém com excesso de peso procura ajuda médica, a única prescrição que leva para casa é a de reduzir o número de calorias ingeridas". "É o mesmo que aconselhar o alcoólatra a beber com moderação. Quem consegue controlar a compulsão para comer ou beber não engorda nem fica bêbado".

A visão atual, segundo Varella, compara a neurobiologia da obesidade à da compulsão por drogas, como cocaína ou heroína. "Quando a fome aperta, hormônios liberados pelo aparelho digestivo ativam os circuitos cerebrais de recompensa localizados no núcleo estriado. Essa área contém concentrações elevadas de endorfinas, mediadores ligados à sensação de prazer", atesta. 

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