Saúde

‘Médicos pelo Brasil foi aplaudido pela classe médica’, diz representante do Cremeb

Segundo Otávio Marambaia, a categoria foi atropelada pelo antigo programa que trouxe médicos cubanos

[‘Médicos pelo Brasil foi aplaudido pela classe médica’, diz representante do Cremeb]
Foto : Arquivo / Metropress

Por Metro1 no dia 02 de Agosto de 2019 ⋅ 19:05

Representante da Bahia no Conselho Federal de Medicina (Cremeb), Otávio Marambaia, comemorou, em entrevista à Rádio Metrópole, nesta sexta-feira (02), a assinatura da medida provisória que cria o programa Médicos pelo Brasil, que vai substituir o Mais Médicos. No total, o programa terá 18 mil vagas, das quais cerca de 13 mil em cidades com dificuldade de acesso a médico.

“O lançamento foi aplaudido pela classe médica porque isso é uma luta de 30 anos, visando melhorar ou dar sentido à atenção básica no Brasil, que sempre foi falada, sempre foi festejada, mas nunca organizada o suficiente para dar à população o que ela merece”, disse durante o Jornal da Cidade.

Segundo Marambaia, em 2013, a categoria foi atropelada pelo antigo programa que trouxe médicos cubanos para o país. “Programa espúrio que atrasou a saúde pública brasileira. Mas, eu acho que agora recuperaremos o passo. Com um programa organizado que vai dar segurança jurídica ao médico”.

Para Marambaia, é interessante para os trabalhadores o programa, que planeja abrir 18 mil vagas e promete um plano de carreira em que eles podem receber até R$ 21 mil no primeiro ano de atuação com a promessa de ganhos de até R$ 31 mil ao longo do tempo. Os valores são muito superiores ao que era pago aos profissionais do Mais Médicos, que tinham bolsa de R$ 11.800 e ajuda de custo.

“Durante o programa [Mais Médicos] triunfalista, os médicos brasileiros foram execrados, disseram que eles não queriam trabalhar em lugares difíceis. O próprio Tribunal de Contas da União, em 2016 e 2017, viu que 40% dos médicos para o Mais Médicos substituiu médicos que estavam contratados por prefeituras. Uma farsa que foi desmistificada ao longo do tempo. O novo programa é completamente diferente. Isso não é aperfeiçoamento do Mais Médicos. A mudança é radical”, acredita.

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