Saúde

Novo 'Mais Médicos'  é um anseio da classe médica, diz presidente da ABM

Uma das principais mudanças do novo programa, que ainda precisa de aprovação do Congresso Nacional, é oferecer carteira assinada aos profissionais

[Novo 'Mais Médicos'  é um anseio da classe médica, diz presidente da ABM]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 05 de Agosto de 2019 ⋅ 12:04

O presidente Associação Bahiana de Medicina (ABM), Robson Moura, considera que o novo "Mais Médicos", lançado pelo governo federal na semana passada, é um avanço para a categoria médica, que buscava melhores condições de trabalho. 

Uma das principais mudanças do novo programa, que ainda precisa de aprovação do Congresso Nacional, é oferecer carteira assinada, salários mais altos, estabilidade e a possibilidade de escolha do local de trabalho conforme a classificação na seleção.

"É um anseio da classe médica. Porque ficam brincando: 'Ah, médico não gosta de interior'. O médico precisa de condições de trabalho adequadas, que tenha contrato, que não fique refém do prefeito e que essa remuneração seja justa com o trabalho que ele exerce. Então, quem não quer isso para sua vida?", questiona Robson, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã de hoje (5).

O presidente da ABM pontua que a categoria entende, no entanto, que o melhor modelo de contrato seria por meio de carreira do Estado, em lugar da CLT.

"Entendemos que o melhor modelo seria por meio de carreira de estado. Quero deixar bem claro que esse projeto já existe no Congresso Nacional há pelo menos cinco anos e continua andando com passos muito tranquilos e vagarosos. Nesse momento em que, efetivamente, com essa questão relacionada ao programa Mais Médicos, nós precisávamos de uma resposta rápida para uma população carente, isso foi feito com essa medida que atende anseios da classe médica e da população", opina. 

Apesar de reconhecer esses avanços conquistados pela classe médica, ele diz que a categoria seguirá buscando pela carreira de Estado para todos os profissionais de saúde.

"Estamos aceitando o que é possível aceitar nesse momento. Isso não significa que vamos botar para o céu e dizer que está tudo resolvido. Nós iremos continuar batalhando dentro do Congresso Nacional para que a carreira do Estado venha vingar. Não só para médico, para todos os agentes de saúde", defendeu. 

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