Saúde

Médicos falam sobre 45 anos do serviço de hemodinâmica do Hospital Santa Isabel

Serviço chegou a ser reconhecido, em 2017, com o selo diamante da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista

[Médicos falam sobre 45 anos do serviço de hemodinâmica do Hospital Santa Isabel]
Foto : Alexandre Galvão/ Metropress

Por Juliana Almirante no dia 19 de Setembro de 2019 ⋅ 09:13

Os médicos cardiologistas Heitor Ghissoni de Carvalho e José Carlos Brito, e o provedor da Santa Casa, Roberto Sá Menezes comemoraram, em entrevista à Rádio Metrópole, os 45 anos do Serviço de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Santa Isabel.

Heitor Carvalho contou como foi a fundação do serviço. "No início, encontramos uma Santa Casa predisposta a ter serviço de cardiologia. A cardiologia baiana, apesar de grandes nomes de projeção nacional, era desprovida de teconologia. A Santa Casa tinha acabado de comprar equipamento que era a coisa mais dificil de ter, para fazer cateterismos cardíacos", conta.

Ele fazia residência em cardiologia em São Paulo quando foi chamado para viabilizar a instalação do serviço no hospital. Segundo Heitor, o médico Raimundo Perazzo foi importante para viabilizar a chegada do grupo de médicos que iniciou o projeto.

"Começamos o que na época era aventura. Não poderíamos imaginar que desse no que deu. Transformar uma coisa incipiente, com muitas dificuldades, em um serviço hoje considerado por todos um exemplo nacional de um grande serviço", relata. 

O serviço chegou a ser reconhecido, em 2017, com o selo diamante da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista.

"Fico muito satisfeito com o que está acontecendo nos dois períodos na minha gestão. Com tanta coisa boa, não só comemoramos os 45 anos do serviço de hemdinâmica como há dois anos atrás, em 2017, quando foi certificado em diamante, comemoramos também 100 mil procedimentos de hemodinâmica. Então é outro marco. Não é pouca coisa, não", disse o provedor da Santa Casa Roberto Sá Menezes.

Um primeiros a fazer uma espécie de residência no serviço, o médico José Carlos disse que o setor impulsionou o desenvolvimento da cardiologia no estado.

"Isso alavancou e muito a cardiologia da Bahia, com certeza. Naquela época não tinha residência formal, mas poderíamos chamar de residência. Eu fui o primeiro a estar lá. Eu tive o privilégio de ser orientado por Heitor que merece todas as homenagens pelos 45 anos de vida do serviço. Heitor foi responsável pela minha formação profissional e eu o admiro muito", elogiou. 

Notícias relacionadas