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Bahia

Sindicato dos Metalúrgicos tenta negociação com Ford para indenizar funcionários, diz presidente

Em entrevista à Rádio Metrópole, Júlio Bonfim ainda criticou a inércia do governo federal quanto ao encerramento das atividades

[Sindicato dos Metalúrgicos tenta negociação com Ford para indenizar funcionários, diz presidente]
Foto : Reprodução

Por Juliana Rodrigues no dia 13 de Janeiro de 2021 ⋅ 09:47

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, lamentou o fechamento do Complexo Industrial da Ford na cidade da Região Metropolitana de Salvador e afirmou que a entidade de classe já negocia com a empresa uma indenização para os quase 12 mil funcionários diretos. Em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, hoje (13), Bonfim lembrou que a montadora norte-americana havia firmado com os funcionários um acordo de estabilidade de emprego até 2024.

"A Ford tenta, infelizmente, camuflar, dizendo que são somente 5 mil trabalhadores. São 8 mil diretos. Temos um acordo coletivo dentro do Complexo que já agrega todos os trabalhadores nas mesmas condições salariais, mesmos benefícios. Temos mais 4 mil trabalhadores de cinco empresas satélites que prestam serviços diretos pra Ford, fora os 60 mil indiretos. Estamos tratando de tentar negociar uma indenização para esses trabalhadores, como foi discutido na Ford de São Bernardo do Campo (SP). (...) Diante da realidade econômica do país, nós flexibilizamos algumas discussões, reduzimos PLR, reajustes salariais. Fizemos todo um pacote pra reduzir o custo da empresa, para ter a nossa contribuição de manutenção do emprego. Mas para isso exigimos uma estabilidade coletiva de emprego que está valendo até 2024. O que estamos tratando agora com o jurídico do sindicato é ver como isso vai se comportar com o encerramento da produção da empresa em todo o Brasil. É algo que vamos discutir juridicamente para tratar de uma negociação indenizatória", disse.

O presidente do sindicato reconheceu o esforço do governo do Estado para encontrar uma saída, mas criticou a ausência de ações na esfera federal. Ele citou o encerramento de atividades de outras empresas na RMS, como a Bosch e a Alstom. "A gente sabe que não é só uma decisão do governo do Estado. Deveria ter uma extensão muito maior, com a participação do governo federal. (...) Estamos tendo só notícias de fábricas fechando, grandes fábricas com grandes investimentos aqui, e nada se faz, não existe um projeto por parte do governo federal para minimizar o impacto. O que existe são falas que em vez de tentar ajudar, pioram mais pros investidores", afirmou.

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