Quando o Brasil falava francês
Houve um tempo em que, para ser culto no Brasil, era preciso fazer escala em Paris. Não precisava embarcar: bastava o sotaque. A elite dizia soirée, toilette, chic, réveillon

Houve um tempo em que, para ser culto no Brasil, era preciso fazer escala em Paris. Não precisava embarcar: bastava o sotaque. A elite dizia soirée, toilette, chic, réveillon

Poucos documentos conseguem contar, ao mesmo tempo, a história de um casamento, da imigração dos judeus sefarditas para a Amazônia, do ciclo da borracha e do nascimento de uma família como a quem minha avó Rachel guardou por toda a vida

Escuto muita gente dizer que tecnologia é coisa de jovem. Nunca concordei. Tecnologia não tem idade. Tem curiosidade. Quem perde a curiosidade envelhece muito antes do corpo

Não acompanho campeonatos com fanatismo. Continuo gostando de livros, de música, de teatro e de boas conversas. Mas quando chega uma Copa, alguma coisa diferente acontece.

Hoje, olho para trás e vejo uma sucessão de acasos, riscos, derrotas, recomeços, encontros e desencontros. Nada foi planejado.

Dentro da vasilha, deixamos apenas um bilhete. Simples, educado, sincero, como toda boa confissão deveria ser: "Obrigado. O vatapá estava excelente."
