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Bahia

Edvaldo Brito exalta memória de Roberto Santos e relembra relação com ex-governador

"Fica a certeza de que ele teve uma vida honrada e gloriosa, cumprindo tudo a que se propôs e orgulhando a família e os amigos", disse, em entrevista por telefone à Rádio Metrópole

[Edvaldo Brito exalta memória de Roberto Santos e relembra relação com ex-governador]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Juliana Rodrigues no dia 12 de Fevereiro de 2021 ⋅ 09:04

O professor, jurista e vereador de Salvador Edvaldo Brito relembrou hoje (12) alguns momentos da amizade que teve com o médico, ex-governador, ex-ministro e ex-reitor da Universidade Federal da Bahia, Roberto Santos, que morreu na última terça (9).

Em entrevista a Mário Kertész, no Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, Brito afirmou ter sido vizinho de Maria Amélia Menezes na juventude, antes que ela se casasse com Roberto. Alguns anos depois, ele foi surpreendido com o convite do médico para fazer parte da gestão de Luiz Viana Filho como governador. Roberto havia sido escolhido como secretário de Saúde.

"Ele me chama e eu digo 'o que é que eu vou falar com esse homem? Eu nem o conheço!'. Ele me escolheu como chefe de gabinete da secretaria de Saúde, porque soube que eu tive um desempenho maravilhoso na pasta de Educação [no governo de Juracy Magalhães]. Naquele tempo eu estava bem na advocacia, mas aceitei", contou.

A parceria entre Edvaldo e Roberto continuou em outros momentos, como narrou o jurista. "Dr. Roberto ficou na secretaria até o momento da escolha dele para reitor da UFBA, e nessa escolha eu achei que ele já tinha esquecido de mim. Ele me chama pra conversar e eu passei a ser o procurador-geral da universidade. Depois, ele foi ser governador, tentou me levar para a gestão logo no primeiro momento. Eu nem apareci, porque eu já sabia como ele era, não fui lá. Joaquim Batista Neto, que era amigo dele, foi chefe da Casa Civil, me disse 'olhe, Roberto não gostou, porque você não foi lá'. Enfim, ele me coopta para ser o secretário de Justiça. Pra mostrar quem era Roberto Santos, um administrador de mão cheia", relatou.

Emocionado, Edvaldo Brito se disse saudoso do amigo. "Em nossos almoços, ele contava muita coisa. Eu tenho muita saudade dele. Mas como me disse Cristiana, a filha dele, ele viveu bem os 94 anos. Fica a certeza de que ele teve uma vida longa, honrada e gloriosa, cumprindo tudo a que se propôs e orgulhando a família e os amigos", disse.

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