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Prefeitura de Lauro de Freitas é acusada de tentar fechar creche que funciona há 40 anos em terreiro

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Prefeitura de Lauro de Freitas é acusada de tentar fechar creche que funciona há 40 anos em terreiro

Denúncia consta em nota de repúdio divulgada nesta sexta-feira (9) pela Sociedade Beneficente Ilê Asé Opô Aganjú

Prefeitura de Lauro de Freitas é acusada de tentar fechar creche que funciona há 40 anos em terreiro

Foto: Street View do Google

Por: Metro1 no dia 10 de janeiro de 2026 às 12:57

A Prefeitura de Lauro de Freitas é acusada por representantes da comunidade da Vila Praiana de tentar fechar a Creche Casulo Vovó Ana, que funciona há quase 40 anos dentro do Terreiro Ilê Axé Opô Aganju. A denúncia consta em nota de repúdio divulgada nesta sexta-feira (9) pela Sociedade Beneficente Ilê Asé Opô Aganjú, entidade ligada ao espaço religioso comandado pelo babalorixá Balbino Daniel de Paula, de 85 anos.

“A Sociedade Beneficente Ilê Asé Opô Aganjú vem, por meio desta, repudiar veementemente a tentativa arbitrária, desproporcional e desrespeitosa da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas de impor o fechamento da Creche Casulo Vovó Ana. A referida creche foi fundada, mantida e conduzida pelo Babalorixá Balbino Daniel de Paula, prestando serviços essenciais à população da Vila Praiana, especialmente a famílias em situação de vulnerabilidade social”, diz a nota.

De acordo com o documento obtido pelo Metro1, a creche atua há 38 anos atendendo crianças da comunidade e mantém caráter comunitário e filantrópico, sem repasses financeiros diretos do município. A entidade afirma ainda que a interrupção do serviço pode afetar diretamente famílias que dependem da unidade para garantir a rotina de trabalho e cuidado com os filhos.

A nota também aponta que o fechamento pode ampliar a vulnerabilidade social das crianças atendidas e atingir um espaço ligado às religiões de matriz africana, levantando preocupações sobre respeito à liberdade religiosa e ao legado histórico e cultural do terreiro. As famílias atendidas organizam um abaixo-assinado e a entidade avalia medidas judiciais. A reportagem tentou contato com a assessoria da Prefeitura de Lauro de Freitas, mas não obteve retorno até a divulgação desta matéria.