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Alta no IPTU gera revolta de moradores de Vilas do Atlântico contra prefeita de Lauro

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Alta no IPTU gera revolta de moradores de Vilas do Atlântico contra prefeita de Lauro

Associação de moradores denuncia reajustes de até 60%, aponta abuso acima da inflação e convoca assembleia para discutir o aumento do imposto em 2026

Alta no IPTU gera revolta de moradores de Vilas do Atlântico contra prefeita de Lauro

Foto: Agência Brasil/EBC

Por: Heloísa Helena no dia 27 de janeiro de 2026 às 18:56

Atualizado: no dia 27 de janeiro de 2026 às 19:00

A Prefeitura de Lauro de Freitas adotou novos valores do IPTU em 2026. O reajuste foi proposto pela prefeita Débora Regis (União Brasil) ainda no primeiro ano de mandato, em 2025, aprovado pela Câmara Municipal e passou a valer este ano, provocando revolta entre moradores do município.

Segundo uma nota de repúdio publicada pela Associação de Moradores de Vilas do Atlântico (Amova) – um dos bairros mais afetados da cidade –,foi considerado um “aumento em torno de 15%, 20% até 60% do IPTU 2026, que supera em muito os índices oficiais de inflação, uma medida abusiva, insensível e contrária aos interesses da população”.

Ainda conforme a Amova, foi exigido que “a Prefeitura e a Câmara Municipal de Lauro de Freitas revejam os cálculos e proponham uma correção justa, limitada à inflação, garantindo que o IPTU não se torne um instrumento de exclusão social e moradia”.

Em um dos casos ouvidos para esta reportagem, um morador de Vilas do Atlântico afirmou ter pagado R$ 2.680 reais em 2025 e R$ 4.248 com o novo ajuste de 2026, um aumento de 58,5%.

Moradores da localidade convocaram uma assembleia para debater o aumento, que acontecerá nesta terça-feira, às 19 horas, em Vilas do Atlântico. A Associação de Amigos e Moradores de Ipitanga (AMI), ainda afirmou em post que circulam em redes sociais, que “enquanto o imposto sobe, persistem ruas esburacadas, alagamentos, obra da Orla de Ipitanga desordenada, abandono do Rio Sapato, várias contribuições de esgoto e paralisação da Obra do Parque Ecológico de Ipitanga”.

Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ), o reajuste foi aplicado buscando uma correção monetária baseada na inflação. Ainda conforme a gestão municipal, o custo de cada IPTU é determinado com base em cálculos que envolvem o valor venal do imóvel.