
Bahia
Ciclones e corredor de umidade elevam risco de chuva forte na Bahia
Estado pode registrar acumulados de até 400 mm em sete dias; Salvador e RMS têm risco alto para alagamentos e deslizamentos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A Bahia está entre os estados que devem enfrentar maior instabilidade nos próximos dias devido à atuação simultânea de dois ciclones no Atlântico Sul e à formação de um corredor de umidade sobre o Brasil. A previsão indica chuva frequente e volumosa, principalmente no Oeste, Sul, Salvador e Região Metropolitana.
Segundo a MetSul Meteorologia, o cenário é incomum, com dois sistemas em atividade ao mesmo tempo. Um ciclone extratropical já está formado e atua longe da costa, reforçando uma massa de ar frio na Região Sul. O outro, ainda em formação em alto-mar, pode ganhar características subtropicais e intensificar a instabilidade no Sudeste e no Nordeste.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), diversas cidades brasileiras podem registrar acumulados superiores a 100 milímetros neste domingo (1º), com possibilidade de volumes elevados também na Bahia.
No Nordeste, a atuação de áreas de baixa pressão no Atlântico pode dar origem a um ciclone subtropical, fortalecendo um corredor de umidade vindo da Amazônia e deslocado mais ao Norte do que o habitual para esta época do ano.
Na Bahia, os acumulados podem variar entre 100 mm e 200 mm ao longo dos próximos sete dias em muitas cidades. Em pontos isolados, os volumes podem alcançar entre 200 mm e 400 mm.
Em Salvador e na Região Metropolitana, há risco elevado para alagamentos e deslizamentos. A MetSul alerta para possibilidade de risco geológico muito alto, chegando a crítico. No interior, áreas como Chapada Diamantina, Irecê e a Bacia do Paramirim devem manter atenção redobrada.
A previsão aponta potencial para inundações, enxurradas, bloqueios de rodovias por desabamentos e outros transtornos nas regiões mais atingidas.
No restante do país, o ciclone extratropical não apresenta risco direto por atuar em alto-mar. Seu principal efeito é reforçar uma massa de ar frio e seco sobre o Sul. Desde quinta-feira (26), o Rio Grande do Sul registra temperaturas mínimas abaixo dos 10°C. Em Pinheiro Machado (RS), os termômetros marcaram 7,4°C.
Ciclones extratropicais são relativamente comuns na costa brasileira e se formam em latitudes médias e altas, associados a frentes frias e quentes, com núcleo frio. Já os ciclones subtropicais ou tropicais são menos frequentes no país e, quando se formam, costumam provocar volumes expressivos de chuva.
Neste momento, o principal risco não é o vento, mas o excesso de precipitação, especialmente na Bahia, onde os acumulados podem ser elevados e persistentes nos próximos dias.
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