
Bahia
Pacientes que fizeram bariátrica podem ter gravidez de risco, diz ginecologista
Condição acontece devido a baixa capacidade de absorção de alguns elementos durante gestação

Foto: Metropress
Mulheres que já realizaram cirurgia bariátrica podem ter gravidez de risco, segundo o ginecologista e obstetra Rone Peterson, do Mater Dei de Salvador. A declaração foi feita em entrevista ao Metropole Saúde nesta quarta-feira (18). O especialista alerta que a intervenção cirúrgica no sistema digestivo altera a dinâmica de absorção de nutrientes, o que exige um olhar mais atento da equipe médica durante todo o período gestacional.
Segundo o médico, a condição clínica da paciente pós-operada demanda um monitoramento rigoroso para evitar deficiências metabólicas. “Bariátrica é considerada gestação de alto risco, porque esse estômago abordado cirurgicamente perde a capacidade de absorção de alguns elementos, então pode faltar alguns elementos, pode faltar alguma coisa para esse contexto da gestação”, disse.
A preocupação com essas pacientes que já realizaram o procedimento, para Peterson, é o poder de absorção durante a gestação. “Ver se a paciente está ganhando peso corretamente, ver se o bebê está ganhando peso do jeito certo. Essa é a grande preocupação para pacientes que fizeram bariátrica, esse poder de absorção que ela tem no contexto onde ela precisa.”
Durante a entrevista, o obstetra destacou a importância de um acompanhamento contínuo durante a gestação, ao lembrar que o Ministério da Saúde estabelece diretrizes para garantir uma assistência básica adequada. “O Ministério da Saúde considera o mínimo de 6 consultas como número mínimo para uma gestante ser acompanhada e ter o básico de uma boa investigação”, pontuou.
O especialista reforçou ainda sobre os cuidados nos primeiros meses da gestação: “Os três primeiros meses são os meses de formação dos órgãos do bebê, então as estruturas básicas primordiais estão sendo desenhadas: o coração, o sistema nervoso. Então, um dano nesse momento pode gerar uma formação indevida, um problema que vai ser crônico para o resto do desenvolvimento do bebê”, concluiu o ginecologista, reforçando a necessidade de assistência especializada para gestantes.
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