
Bahia
Puxada por gasolina e alimentos, inflação da RMS registra maior aumento desde 2022
Gasolina e Etanol, além de alimentos consumidos em casa, tiveram papel importante no aumento da inflação

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (10), que a inflação da Região Metropolitana de Salvador (RMS) é, atualmente, a maior do país, após acelerar 1,47% em março, puxada por combustíveis e alimentos. A inflação mais que triplicou em relação ao mês de fevereiro (0,40%), segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A inflação registrada na RMS ficou acima do nacional (0,88%) e foi a maior entre os 16 locais pesquisados. É também a mais alta desde o registro em março de 2022 (1,53%).
A gasolina teve a maior alta em 30 anos, com 17,37%. Os alimentos por sua vez, tiveram a maior inflação em 6 anos, de 2,26%. Os transportes também tiveram o maior aumento em 20 anos. No total, sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta e puxaram a inflação.
O diesel, por sua vez, sofreu um aumento ainda maior que a gasolina, de 23,83%. O combustível registrou o maior IPCA desde que começou a ser pesquisado na Região Metropolitana de Salvador, em 2012. Ele teve também a terceira maior contribuição individual de alta na inflação do mês.
A maior parte dos 10 itens que sofreram mais aumento foi de alimentos consumidos em casa, puxados por batata-inglesa (55,15%) e tomate (49,25%). Três foram despesas do grupo transportes, duas delas com combustíveis. Vestuário (-0,41%), que registrou a terceira deflação consecutiva, e habitação (-0,30%) foram os dois grupos de despesas responsáveis por fazer a inflação não ser maior do que foi, pela queda média de preços.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

