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Bahia se consolida como líder nacional em energia eólica e amplia avanço na solar

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Bahia se consolida como líder nacional em energia eólica e amplia avanço na solar

Estado reúne condições naturais e incentivos que impulsionam crescimento e geração de empregos no setor energético

Bahia se consolida como líder nacional em energia eólica e amplia avanço na solar

Foto: Thuane Maria/GOVBA

Por: Metro1 no dia 10 de abril de 2026 às 17:56

A Bahia reforça sua posição de destaque no cenário brasileiro de energias renováveis, com crescimento nos segmentos eólico e solar. Dados divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), em relatórios recentes, mostram que o estado combina vantagens naturais com políticas de incentivo que sustentam a expansão dessas fontes.

Na energia eólica, a Bahia ocupa a liderança nacional, concentrando cerca de 37% da produção do país em 2025. O estado possui 381 usinas em operação, com potência outorgada de 11,8 GW. Os investimentos no setor já somam aproximadamente R$ 77 bilhões, com impacto direto na geração de cerca de 118 mil empregos ao longo da cadeia produtiva. Apenas em janeiro de 2026, foram produzidos 2.498 GWh, volume capaz de abastecer milhões de residências.

Segundo o secretário em exercício da pasta, Aécio Moreira, um dos principais fatores para esse desempenho é o chamado “corredor de ventos”, caracterizado por correntes de ar constantes, estáveis e com baixa variação de direção, o que garante maior eficiência aos parques eólicos.

No setor solar, a Bahia também se destaca no Nordeste, tanto na geração centralizada quanto na distribuída. Atualmente, o estado conta com 101 usinas em operação, com potência outorgada de 2,97 GW, além de ter gerado 397 GWh em janeiro deste ano. A geração distribuída já soma cerca de 2,5 GW de capacidade instalada, alcançando todos os 417 municípios baianos.

O avanço da energia solar é impulsionado pelos altos níveis de irradiação solar, superiores a 6 kWh/m² por dia, além da estabilidade climática ao longo do ano. Em 2025, houve crescimento de aproximadamente 16% na geração centralizada e 23% na distribuída.

Além dos ganhos energéticos, os dois setores têm impacto relevante na economia. A implantação dos empreendimentos, sobretudo no segmento eólico, contribui para o aumento da arrecadação municipal, especialmente por meio do ISS, além de estimular a geração de empregos e movimentar as economias locais.