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Entre cocares, vídeos e memórias: exposições indígenas ocupam museus baianos; confira

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Entre cocares, vídeos e memórias: exposições indígenas ocupam museus baianos; confira

Programação começa em abril e segue até agosto

Entre cocares, vídeos e memórias: exposições indígenas ocupam museus baianos; confira

Foto: Fernando Barbosa/IPAC

Por: Metro1 no dia 18 de abril de 2026 às 16:00

A Ocupação ORIGEM: arte indígena contemporânea, no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, começa em 24 de abril e segue até 2 de agosto, enquanto o Núcleo dos Povos Originários, no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, já está aberto ao público. As iniciativas reúnem exposições, feira de artesanato e produções audiovisuais voltadas à valorização das culturas indígenas na Bahia.

Programação no Museu de Arte Contemporânea da Bahia

A mostra ocupa diferentes espaços com obras que misturam tradição e contemporaneidade, incluindo peças de artesanato, objetos simbólicos e produções visuais. Entre os destaques estão vídeos do artista indígena Gustavo Caboco, que abordam memória e deslocamento de povos indígenas, além de uma exposição de cocares produzidos por etnias como Pataxó e Tupinambá, que representam identidade, espiritualidade e organização social. Também integram a programação fotoperformances da artista Célia Tupinambá, que utilizam o corpo e a imagem para discutir território, ancestralidade e resistência.

Memória no Museu do Recôncavo Wanderley Pinho

O núcleo reúne fotografias documentais, grafismos indígenas e o documentário “Brasil Tupinambá”, dirigido pela antropóloga Celene Fonseca. As imagens e desenhos apresentam elementos da cultura visual indígena, como padrões gráficos ligados à natureza e à espiritualidade, enquanto o filme discute identidade, apagamento histórico e permanência. O espaço destaca a trajetória do povo Tupinambá e propõe uma leitura crítica sobre o processo de colonização.

Valorização cultural

As ações são coordenadas pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e integram políticas públicas voltadas à cultura indígena. A proposta é ampliar o reconhecimento dessas populações e enfrentar apagamentos históricos. Na Bahia, cerca de 239 mil indígenas de 35 etnias mantêm tradições que ajudam a formar a identidade do estado.

Serviço

Ocupação ORIGEM: arte indígena contemporânea

Abertura: 24 de abril de 2026
Visitação: 25 de abril a 2 de agosto de 2026
Horário: terça a domingo, das 10h às 20h
Onde: Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia) – Rua da Graça, 284, Graça, Salvador (BA)
Entrada gratuita

Núcleo dos Povos Originários

Visitação: quarta a domingo, das 9h30 às 16h30
Onde: Museu do Recôncavo Wanderley Pinho (Via Matoim, s/n, Enseada de Caboto, Candeias)
Entrada gratuita