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MP da Bahia pede devolução de taxas de concurso cancelado na Bahia

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MP da Bahia pede devolução de taxas de concurso cancelado na Bahia

Órgão também solicita apresentação de plano detalhado de devolução dos valores

MP da Bahia pede devolução de taxas de concurso cancelado na Bahia

Foto: Divulgação/MPBA

Por: Metro1 no dia 08 de maio de 2026 às 07:29

O Ministério Público da Bahia ingressou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Conceição do Jacuípe e o Instituto Exittus de Gestão solicitando a devolução das taxas de inscrição pagas por candidatos de um concurso público cancelado no município. A ação foi protocolada em 24 de abril e divulgada nesta terça-feira (5).

O certame oferecia vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior, incluindo funções como arquiteto, assistente social e contador. O concurso acabou suspenso em fevereiro de 2025 após a identificação de irregularidades no processo.

A promotora de Justiça Gabriela Gomes, responsável pela ação, informou que cerca de R$ 2,47 milhões teriam sido arrecadados com as inscrições. O Ministério Público aponta que os valores foram integralmente recebidos e mantidos pelo antigo Instituto Bahia, atualmente denominado Instituto Exittus de Gestão, em desacordo com normas relacionadas à administração de recursos públicos.

Ainda conforme o MP da Bahia, o próprio município anulou o concurso após recomendação do órgão, diante de problemas na contratação da banca organizadora, falhas na aplicação das provas e inconsistências na condução do certame.

Além do ressarcimento aos candidatos, o Ministério Público pede que a Justiça determine a elaboração de um plano detalhado para devolução dos valores. A proposta deve incluir cronograma de pagamento, canais de atendimento aos inscritos e ampla divulgação das orientações para restituição.

As investigações também identificaram outras falhas, entre elas inconsistências na comprovação da capacidade técnica da banca organizadora, fragilidades na segurança das provas e problemas na gestão financeira dos recursos arrecadados.

A prefeitura disse, segundo o G1, 

afirmou que, desde a decisão de anular o concurso público, vem cobrando formalmente da empresa responsável pela seleção a devolução total das taxas de inscrição pagas pelos candidatos, conforme orientação do Ministério Público da Bahia.

De acordo com a administração municipal, os valores das inscrições foram arrecadados diretamente pela banca organizadora, que seria a responsável legal pelo reembolso aos participantes do certame.