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MP-BA pede suspensão de shows no São João de Paramirim por suspeita de superfaturamento

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MP-BA pede suspensão de shows no São João de Paramirim por suspeita de superfaturamento

Prefeitura terá cinco dias para responder às recomendações

MP-BA pede suspensão de shows no São João de Paramirim por suspeita de superfaturamento

Foto: Reprodução/Redes Sociais - Elnathan Souza

Por: Metro1 no dia 14 de maio de 2026 às 07:35

Atualizado: no dia 14 de maio de 2026 às 07:47

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a interrupção imediata das apresentações dos cantores Rey Vaqueiro e Léo Foguete na programação do São João de Paramirim, no sudoeste baiano. A medida, divulgada no Diário da Justiça nesta quarta-feira (13), foi motivada por suspeitas de sobrepreço nas contratações dos artistas.

De acordo com o órgão, os dois músicos foram contratados por cachês de R$ 450 mil cada. Rey Vaqueiro está previsto para subir ao palco no dia 10 de junho, enquanto Léo Foguete tem apresentação marcada para o dia seguinte. A programação junina do município ocorrerá entre 1º e 13 de junho.

O MP da Bahia destacou que os valores pagos neste ano superam os cachês praticados pelos artistas em 2025. Segundo o documento, Rey Vaqueiro recebeu, em média, R$ 280 mil por show no ano passado. Já Léo Foguete teria realizado apresentações por cerca de R$ 350 mil.

A contratação da dupla sertaneja Maiara e Maraisa também entrou na mira do Ministério Público. O órgão informou que não localizou o contrato das artistas no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP), embora a média de cachês da dupla esteja estimada em R$ 700 mil.

Além de pedir a suspensão dos shows, o MP da Bahia determinou o envio de cópias dos processos relacionados às contratações dos festejos juninos, com prioridade para os artistas investigados. Caso o valor acertado com Maiara e Maraisa ultrapasse R$ 700 mil, a prefeitura deverá comprovar capacidade financeira e demonstrar que os gastos não prejudicarão áreas essenciais da administração pública.

O Ministério Público também recomendou que todos os contratos ligados ao São João sejam publicados no PNCP e que o município declare oficialmente não estar em situação de emergência ou calamidade pública.

A Prefeitura de Paramirim terá prazo de cinco dias para informar se acatará ou não as recomendações. Segundo o MP-BA, o não cumprimento pode resultar em responsabilização por improbidade administrativa.