
Bahia
Sítios arqueológicos com pinturas rupestres são vandalizados no oeste da Bahia
Áreas registradas pelo Iphan, em Cocos, tiveram pichações, rochas quebradas e escavação clandestina; danos são considerados irreversíveis por especialistas

Foto: Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco
Dois sítios arqueológicos que guardam pinturas rupestres de civilizações pré-coloniais foram vandalizados no município de Cocos, no oeste da Bahia. Segundo o Grupo de Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI/BA), os locais ficam em uma propriedade rural no povoado de Tatu.
A área concentra dois sítios arqueológicos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): o Abrigo e a Gruta do Povoado do Tatu. Nos locais, os fiscais encontraram pichações sobre as paredes com pinturas rupestres, rabiscos, rochas quebradas e uma escavação clandestina.
De acordo com a fiscalização, cerca de 15 centímetros de sedimentos foram retirados da área escavada. O material poderia conter vestígios arqueológicos importantes, como fragmentos de cerâmica, pedras lascadas e até ossos de possíveis enterramentos humanos.
Os agentes também identificaram sinais de extração de rochas calcárias com uso de explosivos na região. Segundo os especialistas, as explosões podem destruir cavernas, grutas e paredes que preservam registros de culturas pré-coloniais.
Os danos serão analisados em conjunto pela FPI e pelo Iphan. A intenção é buscar um acordo extrajudicial com os proprietários da área para garantir a preservação dos sítios arqueológicos.
Segundo os especialistas envolvidos na fiscalização, os prejuízos causados são irreversíveis, embora ainda seja possível adotar medidas mitigatórias para reduzir novos impactos.
Entre as medidas propostas estão a realização de prospecção arqueológica, ações de pesquisa e conservação dos sítios, além da instalação de sinalização e da criação de um Programa Integrado de Educação Patrimonial.
O Iphan também propôs a implementação de ações educativas voltadas para moradores da sede de Cocos e do povoado de Tatu, com foco na preservação do patrimônio histórico e arqueológico da região.
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