
Bahia
PF deflagra operação contra fraudes de R$ 11 milhões em benefícios do INSS em Santo Amaro
Investigação identificou 50 benefícios irregulares e prejuízo superior a R$ 11 milhões; mandados foram cumpridos no recôncavo da Bahia

Foto: Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (16) a Operação Sexta-Feira 13 para desarticular um grupo suspeito de fraudar benefícios assistenciais destinados a idosos. A ação foi realizada em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social e cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.
Segundo as investigações, o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos. Ao longo da apuração, foram identificados 50 benefícios considerados fraudulentos, alguns deles pagos irregularmente há cerca de uma década.
De acordo com a Polícia Federal, o nome da operação faz referência à franquia cinematográfica "Sexta-Feira 13". A escolha remete ao personagem Jason, conhecido por retornar à vida repetidamente nos filmes, em alusão aos benefícios que voltavam a ser pagos após terem sido suspensos pelos órgãos de controle.
As investigações começaram há aproximadamente um ano, após a identificação de pessoas fictícias registradas como beneficiárias de programas assistenciais. A apuração apontou ainda possíveis irregularidades na representação dos beneficiários perante o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em diversos casos, os requerimentos teriam sido feitos por pessoas cadastradas como representantes legais sem a documentação necessária para comprovar essa condição. Os investigadores também identificaram situações em que representantes foram inseridos nos registros apenas após a concessão dos benefícios.
Documentos e bens são alvo da operação
Os mandados cumpridos nesta terça têm como objetivo recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar no avanço das investigações. A PF também busca identificar bens que possam ter sido adquiridos com recursos oriundos das supostas fraudes.
Segundo a corporação, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistemas da Previdência Social.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão enfrentar processos relacionados tanto à obtenção indevida dos benefícios quanto à manipulação de informações em sistemas públicos para manter os pagamentos irregulares.
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