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Tarifas dos EUA devem atingir apenas 1,8% das exportações do agro baiano, aponta Faeb

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Tarifas dos EUA devem atingir apenas 1,8% das exportações do agro baiano, aponta Faeb

Estudo indica impacto limitado sobre o setor, mas alerta para efeitos concentrados em produtos como pasta de madeira, sisal, mel e pescados

Tarifas dos EUA devem atingir apenas 1,8% das exportações do agro baiano, aponta Faeb

Foto: Jean Vagner/SEI

Por: Metro1 no dia 29 de julho de 2026 às 15:44

As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos devem provocar impacto sobre o agronegócio baiano, segundo levantamento da assessoria econômica do Sistema Faeb/Senar. O estudo estima que apenas 1,8% do total exportado pelo setor será diretamente afetado pelas medidas, embora algumas cadeias produtivas mais dependentes do mercado norte-americano possam enfrentar dificuldades.

Entre julho e dezembro de 2025, o agronegócio da Bahia exportou US$ 3,6 bilhões. Desse montante, US$ 222,54 milhões tiveram os Estados Unidos como destino, o equivalente a 6,1% das vendas externas do setor. A nova tarifa de 12,5% anunciada pelo governo norte-americano será aplicada sobre parte desses produtos e se soma aos 25% já estabelecidos anteriormente.

Apesar do aumento tarifário, cerca de 68% das exportações baianas destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a US$ 151,54 milhões, permanecem livres da cobrança adicional por integrarem a lista de exceções. As tarifas passam a incidir sobre US$ 64,73 milhões em produtos, enquanto outros US$ 6,27 milhões ainda aguardam definição sobre o enquadramento.

A pasta química de madeira para dissolução é o item mais atingido pelas novas medidas. Sozinha, ela respondeu por US$ 49,43 milhões em exportações aos EUA no segundo semestre de 2025 e passou a enfrentar uma carga tarifária acumulada de até 37,5%. Em contrapartida, produtos de grande relevância para a balança comercial baiana, como celulose convencional, manteiga e óleo de cacau, manga, água de coco, cacau em pó e café em grão, seguem isentos.

O estudo também chama atenção para segmentos com maior dependência do mercado norte-americano. Os cordéis de sisal, por exemplo, passam a pagar a nova tarifa de 12,5%, assim como o mel natural e parte das exportações de pescados. Calçados de couro e uvas frescas também foram incluídos entre os produtos sujeitos à incidência acumulada de até 37,5%.

Mesmo em um cenário de retração de 30% nas vendas aos Estados Unidos, a estimativa da Faeb é de uma perda de US$ 19,42 milhões, o equivalente a apenas 0,53% do total exportado pelo agronegócio baiano. Diante desse cenário, a entidade defende a diversificação de mercados, o fortalecimento das cadeias mais vulneráveis e ações para ampliar a competitividade das empresas afetadas.