Quinta-feira, 06 de agosto de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Bahia

/

Grupo que comercializava e aplicava canetas emagrecedoras clandestinas é alvo de operação na Bahia

Bahia

Grupo que comercializava e aplicava canetas emagrecedoras clandestinas é alvo de operação na Bahia

Investigação aponta venda e aplicação de medicamentos à base de tirzepatida e retatrutida sem autorização da Anvisa; polícia apreendeu produtos, receituários e equipamentos usados no esquema

Grupo que comercializava e aplicava canetas emagrecedoras clandestinas é alvo de operação na Bahia

Foto: Divulgação / Ascom PCBA

Por: Metro1 no dia 06 de agosto de 2026 às 16:01

Medicamentos usados para emagrecimento, vendidos sem controle sanitário e aplicados de forma clandestina, colocaram um grupo investigado na mira da Polícia Civil da Bahia. A corporação deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Caneta Fake para desarticular um esquema suspeito de comercializar, armazenar e aplicar produtos injetáveis sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ao todo, foram cumpridos mais de 15 mandados de busca e apreensão em Paulo Afonso, no norte da Bahia, e em Maceió, capital de Alagoas. A investigação é conduzida pela Delegacia Territorial de Paulo Afonso. Segundo a polícia, o grupo negociava medicamentos anunciados como tirzepatida e retatrutida — substâncias associadas às chamadas "canetas emagrecedoras" — sem comprovação da origem dos produtos e fora das exigências da legislação sanitária.

Com base nas provas reunidas durante a apuração, a autoridade policial pediu as medidas cautelares, posteriormente autorizadas pela Justiça. Durante a operação, os agentes apreenderam medicamentos e insumos utilizados na comercialização e aplicação dos produtos, incluindo substâncias identificadas preliminarmente como retatrutida e tirzepatida. Entre as marcas encontradas estavam Retatrutide 12 mg, Retagen, Retagen 120 mg, Retatrutide – Synedica, T.G. 15 e TIRZEC 15.

Também foram recolhidas canetas aplicadoras de medicamentos injetáveis, cápsulas e comprimidos sem identificação regular, seringas de insulina, agulhas descartáveis, recipientes para armazenamento, além de receituários, registros de atendimentos, celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que passarão por perícia.

De acordo com a Polícia Civil, a análise inicial do material reforçou os indícios da comercialização ilegal dos medicamentos. O prejuízo estimado ao grupo investigado é de cerca de R$ 100 mil, valor que pode aumentar após a conclusão das perícias e a identificação de todos os produtos apreendidos.

Operação

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e responsabilizar criminalmente todos os integrantes da organização. A operação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Paulo Afonso, com apoio de unidades da Polícia Civil da Bahia, do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Polícia Civil de Alagoas, responsável pelo cumprimento dos mandados em Maceió.