
Bahia
Para conter peixe-leão, Porto Seguro oferece recompensa a pescadores na Bahia
Município paga R$ 10 por exemplar; mais de 400 animais foram recolhidos em agosto, segundo a Secretaria de Meio Ambiente

Foto: Canva
O avanço do peixe-leão (Pterois volitans) no litoral da Bahia levou Porto Seguro a adotar uma estratégia para retirar os animais do mar, com a participação de pescadores, pesquisadores, órgãos ambientais e diferentes setores da administração municipal. Uma das medidas é o pagamento de R$ 10 por exemplar capturado e entregue à Colônia de Pescadores Z-22, no município.
Nativo da região indo-pacífica, o peixe-leão é uma espécie invasora que não possui predadores naturais no litoral brasileiro e representa uma ameaça ao ecossistema. O animal também oferece risco aos seres humanos, já que seus espinhos inoculam uma toxina capaz de provocar dor, vermelhidão, febre e, em casos mais graves, convulsões.
Biodiversidade ameaçada
No Extremo Sul da Bahia, a preocupação ganha uma dimensão adicional devido à diversidade de habitats marinhos e à importância ecológica da região. Porto Seguro está localizada em uma área de plataforma continental mais extensa, associada aos bancos Royal Charlotte e próxima ao arquipélago de Abrolhos. A região reúne ambientes recifais, bancos de rodolitos e uma grande variedade de peixes e invertebrados.
A iniciativa começou a ser estruturada após os primeiros registros da espécie na região, no fim de 2025. Em agosto, primeiro mês de funcionamento do incentivo, 442 peixes-leão foram entregues ao projeto, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Os animais foram encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde passam por triagem, biometria e outros estudos. O número, porém, não corresponde à quantidade total de peixes-leão retirados do litoral de Porto Seguro. Os pescadores atuam em diferentes pontos da região, e os exemplares entregues ao projeto são provenientes de áreas distintas.
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