Bahia
Avanço na educação: UPB celebra mais de metade das crianças alfabetizadas na idade certa na Bahia

Mesmo após a ocupação das galerias da Câmara de Vereadores pelos professores municipais de Feira de Santana, como forma de protesto contra as alterações no Plano Municipal de Educação - que retirou o tópico de discussões sobre gênero, sexualidade e etnia - o projeto de lei foi aprovado nesta terça (6) por unanimidade. “. Querer inserir no ensino da sexualidade é uma aberração”, disse o vereador Edvaldo Lima (PP) [Leia mais...]

Foto: APLB - Feira de Santana/ Divulgação
Mesmo após a ocupação das galerias da Câmara de Vereadores pelos professores municipais de Feira de Santana, como forma de protesto contra as alterações no Plano Municipal de Educação, que retirou o tópico de discussões sobre gênero, sexualidade e etnia, o projeto de lei foi aprovado nesta terça-feira (6) por unanimidade. A sessão da segunda foi suspensa por conta do protesto.
De acordo com a presidente da Associação de Professores (APLB) de Feira de Santana, Marlede Oliveira, o projeto que previa as discussões sobre gênero, sexualidade e etnia nas escolas já havia sido aprovado em uma conferência da categoria. “O plano previa a qualificação dos professores para promover discussões sobre esses temas nas salas de aulas. A bancada evangélica da Câmara é contra isso”, declarou a presidente.
Os professores devem se reunir novamente para avaliar as alterações no projeto no Plano aprovado pelos vereadores e para decidir se vão continuar com a ocupação.
Durante a discussão do projeto o vereador Edvaldo Lima (PP) ressaltou que na democracia existe o contraditório. O pepista garantiu também, segundo a Câmara Municipal de Feira de Santana, "que só votaria a favor do projeto se caísse todas as partes que falam de sexualidade". De acordo com ele, “escola não é lugar de falar de sexualidade, é lugar de falar das coisas pertinentes. Querer inserir no ensino da sexualidade é uma aberração”.
Emenda
O projeto recebeu a emenda 01, que dispõe sobre a retirada da meta 22 do PME, "que versa sobre sexualidade e gênero". A mesma foi aprovada pela maioria, "com os votos contrários dos vereadores José Carneiro (PSDB), Eremita Mota (PSDB), Beldes Ramos (PT) e a abstenção do vereador Pablo Roberto (PHS)".
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