
Bahia
Sobrevivente contradiz Agerba e relata lancha "acabada": "Não tinha condição nenhuma"
Na opinião da administradora de condomínios Meire Reis, o acidente que aconteceu com uma lancha que fazia a travessia Salvador/Itaparica na manhã desta quinta-feira (24), deixando várias pessoas mortas, foi uma tragédia anunciada. Em entrevista ao Bahia.Ba, Meire Reis, que estava na embarcação, contou que o barco não tinha infraestrutura – informação que contraria a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) [Leia mais...

Foto: Alexandre Galvão/ bahia.ba
Na opinião da administradora de condomínios Meire Reis, o acidente que aconteceu com a lancha Cavalo Marinho, que fazia a travessia Salvador/Itaparica na manhã desta quinta-feira (24), deixando várias pessoas mortas, foi uma tragédia anunciada. Em entrevista ao Bahia.Ba, Meire Reis, que estava na embarcação, contou que o barco não tinha infraestrutura – informação que contraria a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), que afirmou que todas as embarcações são vistoriadas e estão com laudos em dia.
“É a pior lancha que tem, porque ela é pequena. É uma lancha toda acabada, não tem banco para a gente sentar, não tem lona, não tem nada. É a pior lancha que tem. Para você imaginar, quando ela está para sair, ela já fica lá atracada toda torta. Quando eu cheguei para pegar, que eu pego todo dia a de 6h30, eu não ia pegar porque era ela. Eu não sei porque eu peguei o diacho dessa lancha”, disse a mulher que conseguiu ser resgatada.
“Isso que aconteceu já estava escrito, já estava previsto que isso ia acontecer, porque aquela lancha não tinha condição nenhuma. Não só ela, como muitas lanchas que rodam aí não têm condição nenhuma de estar rodando”, apontou.
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