Bahia

Bahia deve perder até 700 postos de trabalho com fechamento da Fafen

Até o fim do primeiro semestre de 2018, a Bahia vai perder a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), instalada no Polo Petroquímico, que teve o fechamento anunciado pela Petrobras na última terça-feira (20) [Leia mais...]

[Bahia deve perder até 700 postos de trabalho com fechamento da Fafen]
Foto : Leitor/Metro1

Por Bárbara Silveira no dia 22 de Março de 2018 ⋅ 09:51

Até o fim do primeiro semestre de 2018, a Bahia vai perder a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), instalada no Polo Petroquímico, que teve o fechamento anunciado pela Petrobras na última terça-feira (20). Dados do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química, Petroquímica, Plástica e Farmacêutica do Estado da Bahia (Sindiquímica) apontam que o fechamento da unidade de Camaçari vai representar o encerramento de aproximadamente 700 postos de trabalho — cerca de 300 funcionários próprios e 400 terceirizados.

Para justificar o término dos trabalhos, a Petrobras alegou o prejuízo acumulado nos últimos anos. “Identificou-se que o segmento de fertilizantes possuía historicamente retornos abaixo do esperado. Em 2017, a Fafen-SE e Fafen-BA apresentaram resultados negativos de cerca de R$ 600 milhões e R$ 200 milhões, respectivamente. Além disso, nossa projeção de futuro indica resultados negativos para os próximos 12 anos”, disse, anunciando também o fechamento da unidade de Sergipe.

Mas para o coordenador do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), Deyvid Bacelar, o número de desempregados deve ser muito maior. “Quando você observa a cadeira produtiva que gira em torno da Fafen, normalmente, pelo IBGE, você multiplica esse número [700 postos de trabalho] por quatro. Nós teríamos outros empregos envolvidos: pessoal de transporte, hotelaria, manutenção que é realizada para Fafen. A redução é para além”, pontuou.

Rui cita “péssima decisão”: “Odeiam o Nordeste”
Para o governador Rui Costa (PT) o fechamento da Fafen Bahia e Sergipe foi uma “péssima decisão”. “O nosso Brasil está se afirmando como uma nova potência da agricultura familiar. Infelizmente, a nação que quer ser celeiro do mundo fecha essas fábricas. O que o governo quer fechando duas fábricas tão importantes para a produção de alimentos no Brasil? Vai nossa manifestação de repúdio ao governo federal. Eu não consigo entender porque o governo federal e seus aliados nos estados odeiam tanto o Nordeste”, disse, em transmissão no Facebook.

Destino de concursados é incerto; sindicato teme
De acordo com o Sindipetro, não é possível dar garantias nem mesmo aos funcionários concursados da Fafen. “Há uma incógnita em relação aos concursados da Petrobras. O RH vai tentar fazer um processo de transferência dessas pessoas para outras áreas do país, mas pelo que estamos observando, a Petrobras não está absorvendo essa quantidade de pessoas”, explicou Deyvid Bacelar.

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