
Bahia
Após ser espancada por ex-marido, delegado avalia 'lesão leve' na vítima
"Ela estava bastante roxa, mas já estava bem. Acredito que dê no máximo uma lesão corporal leve porque não a incapacitou para o serviço por mais de 30 dias", diz Edilson Magalhães

Foto: Reprodução
O delegado Edilson Magalhães, coordenador da 4ª Coordenadoria de Polícia do Interior, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, avaliou a agressão sofrida por Clara Emanuele Santos Vieira, 20 anos, pelo ex-marido como "lesão corporal leve".
A declaração de Magalhães foi dada hoje (16) em entrevista ao Correio. "Ela veio aqui [na delegacia], estava bastante roxa, mas já estava bem. Acredito que dê no máximo uma lesão corporal leve porque não a incapacitou para o serviço por mais de 30 dias", disse o delegado, sob a justificativa de que lesão corporal média gera incapacidade de trabalho acima de 30 dias, e a grave a partir dos 60 dias.
A jovem acusa o ex-companheiro de tê-la agredido no último dia 8 – ela é filha do prefeito de Muniz Ferreira, Wéllington Sena Vieira (PSD), e ele filho do prefeito de Salinas da Margarida, ambos municípios na Região Metropolitana de Salvador. O caso teria ocorrido em um apartamento alugado por ela em Santo Antônio de Jesus.
A vítima diz ter recebido chutes, socos e teve o cabelo cortado com uma faca, usada também para fazer ferimentos nas unhas, quase arrancadas.
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