
Bahia
Historiador diz que estudo sobre inquisição serve para refletir ‘intolerância’ atual
“Depende da nossa atenção e cuidado impedir que esse fascismo tome conta da nossa sociedade”, adverte Luiz Mott

Foto: Éder Fonseca/Divulgação
O historiador Luiz Mott ressaltou, na manhã de hoje (28), a relevância dos estudos sobre a inquisição para refletir o momento atual. No século 16, a Igreja Católica instituiu o Santo Ofício para perseguir, julgar e punir pessoas que contrariavam os ensinamentos religiosos.
Em entrevista à Rádio Metrópole, o pesquisador contou que, em 1591, as primeiras vítimas eram os cristãos novos e os judeus, que haviam se convertido obrigatoriamente ao catolicismo, mas continuavam a praticar a religião de origem secretamente. Naquele período, diz Mott, “ser judeu era pior que ser negro”. “Não podia ser militar, juiz, padre, não podia ser nada”, salientou.
Em 1618, ocorreu a chamada Segunda Visitação do Santo Ofício na Bahia e a perseguição ao grupo permaneceu. “[O estudo da inquisição] serve para a gente pensar o autoritarismo, a intolerância, que, infelizmente, estão sempre ressurgindo. Depende da nossa atenção e cuidado impedir que esse fascismo tome conta da nossa sociedade”, frisou o pesquisador.
Até amanhã (28), Luiz Mott vai ministrar palestra sobre o 4º Centenário da 2ª Visitação do Santo Ofício à Bahia, no Instituto Histórico e Geográfico, na Piedade, a partir das 2 horas da tarde. A entrada é gratuita.
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