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"Axé music não existe, mas ainda temos estrelas na Bahia", diz crítico cultural

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"Axé music não existe, mas ainda temos estrelas na Bahia", diz crítico cultural

O cenário da música baiana e o "axé music" foram comentados pelo crítico musical e editor de cultura do Jornal Correio, Hagamenon Brito, na manhã desta sexta-feira (16), na Rádio Métropole. Na ocasião, Hagamenon afirmou que o segmento deixou de existir e "virou um zumbi". [Leia mais...]

"Axé music não existe, mas ainda temos estrelas na Bahia", diz crítico cultural

Foto: Reprodução / Caras

Por: Camila Tíssia no dia 16 de outubro de 2015 às 16:56

O cenário da música baiana e o "axé music" foram comentados pelo crítico musical e editor de cultura do Jornal Correio, Hagamenon Brito, na manhã desta sexta-feira (16), na Rádio Métropole. Na ocasião, Hagamenon afirmou que o segmento deixou de existir e "virou um zumbi". "Ainda temos algumas estrelas, mas do ponto de vista do segmento não tem como existir. Segmento hoje é sertanejo, rock e alguns outros, mas o axé com aquela infraestrutura não existe mais", disse durante a entrevista.

Mário Kertész chegou a falar que, as "próprias estrelas são decadentes" e Hagamenon concordou, ressaltando que ainda existem estrelas na Bahia. "Podemos falar que temos estrelas como Ivete, que é uma estrela nacional e estrapolou a coisa do rótulo; a Cláudia Leite que é uma estrela em cima da personalidade - já há uma nova fase de pessoas sem sucesso no brasil. Cláudia tem quantos sucessos? Deve ter dois, no máximo. É diferente de Ivete, mas é uma personalidade, ela se vende muito e está na mídia; o Carlinhos Brown que é uma grande figura, um compositor de sucesos nacional; digamos Saulo também da nova geração, que é um cara que estrapolou o rótulo, na verdade o Saulo lembra mais coisas antigas, como Morais Moreira, coisas misturadas com afro, além de Daniela Mercury, que é rainha ainda e se reinventou, mas nunca mais lançou algo significante e transformou o casamento dela em um grande marketing", disse.

O crítico chegou a falar de outros nomes como Bell Marques e Durval Lelys, que segundo ele, são referências do passado. "A geração que consome de 17 e 20 e poucos anos, que vai para o carnaval não vai se identificar", completou.