Bahia

Cratera de Vera Cruz: Inema não revela relatório e prefeitura vê risco de 0,5%

Durante esta semana, a reportagem procurou o Inema, que limitou-se a dizer que “notificou a Dow Química"

[Cratera de Vera Cruz: Inema não revela relatório e prefeitura vê risco de 0,5%]
Foto : OrtoPixel – Soluções com Drones, Geotecnologias e Arquitetura

Por Alexandre Galvão no dia 22 de Fevereiro de 2019 ⋅ 16:00

Após a Dow Química retirar funcionários que trabalhavam próximos à cratera em Vera Cruz, na Bahia, o Instituto Do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) não quis enviar ao Metro1 o relatório feito pelo órgão que recomendava a saída dos profissionais. 

Durante esta semana, a reportagem procurou o Inema, que limitou-se a dizer que “notificou a Dow Química para que fizesse readequações dentro das instalações da empresa para garantir a segurança de todos os funcionários. Cabe ressaltar que o Inema permanece atento ao caso e aconselhou a empresa a realizar o estudo em questão”. 

O órgão estadual diz ainda que a medida foi tomada por “precaução e segurança”. Procurada, a prefeitura de Vera Cruz disse que há um “risco mínimo” de tragédia no local. “Tem um risco de 0,5% de ter rebaixamento do solo. Agimos no princípio da precaução e prevenção, que fazem parte dos princípios básicos do licenciamento ambiental”, afirmou a diretoria de Fiscalização e Licenciamento da cidade, Priscila Veloso. 

Ainda de acordo com Priscila, a prefeitura não aplicou nenhuma punição à Dow Química, pois essa obrigação é do Inema. “A prefeitura não tem fundamentos legais para multar, pois, primeiro de tudo, a multa que prevaleceria seria a do Estado, pois foi quem licenciou a empresa aqui”, explica. 

Segundo a empresa química, no dia 8 deste mês funcionários foram retirados do local. Com esta medida, seis pessoas terão acesso à área de circulação restrita, sendo quatro com permanência apenas esporádica, de acordo com requerimentos operacionais. Os demais desempenharão normalmente as funções, mas em área remota.

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