Bahia

Com greve nas universidades, governo lança proposta para promoção de professores

Segundo o governo, o projeto para a promoção dos docentes vai provocar um impacto financeiro estimado em R$ 12,7 milhões

[Com greve nas universidades, governo lança proposta para promoção de professores]
Foto : Ascom/ Aduneb

Por Juliana Almirante no dia 24 de Abril de 2019 ⋅ 10:00

Com a greve que atinge as universidades estaduais há cerca de três semanas, o governo estadual elaborou uma proposta de remanejamento de vagas de professores universitários que possibilitará a abertura de 900 vagas de promoção nas quatro instituições de Ensino Superior da Bahia.

Segundo o governo, o projeto para a promoção dos docentes vai provocar um impacto financeiro estimado em R$ 12,7 milhões este ano e R$ 16,9 milhões em 2020. 

Os professores universitários vão ter um ganho de até 22,75% sobre seus vencimentos. Pela proposta vão ser promovidos professores auxiliares, assistentes, adjuntos e titulares. Os docentes contemplados pertencem à Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), à Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e à Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

De acordo com o projeto de lei, a Uneb terá um total de 398 vagas abertas para promoção de docentes. Serão 139 vagas para a promoção do cargo de professor auxiliar para assistente, outras 139 vagas de assistente para adjunto. Também terá 83 vagas para promoção do cargo de adjunto para titular, além de 37 de professor titular para pleno.

Na Uesb, serão 227 vagas para promoção de professores, sendo 97 promoções do cargo de assistente para adjunto, 97 de adjunto para titular e 33 do cargo de titular para pleno. 

O projeto prevê ainda que a Uesc terá 151 vagas para promoção de docentes. Deste total, 68 vagas serão para promover professores assistentes em adjuntos, 63 do cargo de adjunto para titular, além de 20 vagas para a promoção de titular para pleno.

Já na Uesf, o projeto de lei prevê a abertura de 124 vagas para promoção de professores, sendo 52 de assistente para adjunto, outras 52 de adjunto para titular e 20 de titular para pleno.

Negociação

A coordenadora jurídica da Associação de Docentes da Uneb (Aduneb), Ana Margarete, afirmou ao Metro1 que a quantidade de vagas de promoções abertas corresponde a oportunidades que foram represadas. No entanto, a categoria ainda se preocupa com as demandas dos demais professores que ainda irão ganhar titularidade, além dos demais itens que integram a pauta de reivindicações da categoria. 

"O governo ficou de marcar mesa ontem (23) e desmarcou no mesmo dia. Não basta só dizer que tem 900 vagas. São as vagas represadas. E os professores que estao chegando? Vai precisar de mais três anos? Queremos que o governo regularize essa situação", reclamou.

Notícias relacionadas