Bahia

Apub repudia corte de verbas na Ufba pelo MEC: 'É uma chantagem'

Associação de professores contesta argumento do ministério e afirma que instituição tem melhorado seus números quantitativamente e qualitativamente

[Apub repudia corte de verbas na Ufba pelo MEC: 'É uma chantagem']
Foto : Divulgação

Por Juliana Almirante no dia 30 de Abril de 2019 ⋅ 11:32

A presidente da Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub), Raquel Nery, criticou o corte de verbas anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) à Universidade Federal da Bahia (Ufba). 

"APUB vê com muita preocupação o que está acontecendo com o país. É uma chantagem que o governo oficialmente faz com as universidades públicas, espeficificamente com a Ufba. É importante dizer que contrariamente o que anuncia o ministro da Educação, a Ufba tem tido êxitos e melhorado seus números quantitativamente e qualitativamente.  Para o bem da coerência, considerando o que o ministro anunciou, deveria ter um suplemento e não ser punida por aquilo que ela é, que é universidade crítica e comprometida com as demandas da sociedade brasileira", avalia Raquel, ao Metro1.

Um dos índices qualitativos da universidade é figurar o 14º lugar na lista do Ranking Universitário da Folha (RUF).

Segundo Raquel, a Apub vai planejar uma ação coordenada com outras entidades representativas de servidores e alunos da universidade, em protesto contra a medida. Além disso, também organiza uma manifestação durante a Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos (FMTS), que ocorre em Gif sur Yvette, na França.

Cortes

O Ministério da Educação promoveu um contingenciamento de R$ 230 milhões em verbas destinadas a universidades federais no fim de abril, após Abraham Weintraub assumir a pasta. Embora os cortes atinjam várias unidades, três delas foram mais afetadas, entre elas a Ufba. A instituição teve 30% das dotações orçamentárias bloqueadas.

O reitor da Ufba, João Carlos Salles, disse ao Metro1 que recebeu com surpresa o anúncio e defendeu que a universidade "é um lugar de liberdade de expressão", não de "balbúrdia". 

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