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Quinta-feira, 06 de maio de 2021

Bahia

Grupo vai propor novo edital de vestibular cancelado após interferência do MEC, diz Unilab

No entanto, DCE diz que seleção para vagas ociosas deve colocar em risco a realização de editais específicos para quilombolas e indígenas

 Grupo vai propor novo edital de vestibular cancelado após interferência do MEC, diz Unilab

Foto: Reprodução

Por: Juliana Almirante no dia 07 de agosto de 2019 às 11:20

Um grupo de trabalho foi instalado na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) no último dia 1º para analisar o parecer que baseou o cancelamento do edital com vagas para transgêneros cancelado pelo Ministério da Educação (MEC). 

De acordo com nota da reitoria da instituição (veja aqui na íntegra), o colegiado também deve propor uma nova minuta para o edital. Segundo a instituição de ensino, o Diretório Central de Estudantes (DCE) chegou a ser convidado para compor o grupo de trabalho, mas a Unilab não teria recebido resposta. 

A universidade também afirma, em nota, que a ocupação de alunos no Campus da Liberdade, na cidade de Redenção (CE) foi ampliada para a quase totalidade dos setores no campus, "comprometendo drasticamente atividades administrativas e acadêmicas". 

A instituição também disse que houveram supostos atos de vandalismo, que foram citados ontem (6) pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.  Conforme a Unilab, houve dano a veículos de gestores e de docentes, furto de bens pessoais de servidores, paredes pichadas e cadeiras quebradas.

Outro lado

Procurado pelo Metro1, o Diretório Central de Estudantes informou que a ocupação, iniciada no dia 17 de julho, também atinge o Campus Malês, em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador.

O DCE, no entanto, nega que tenha cometido qualquer tipo de vandalismo e furto. "Sobre as paredes, destacamos que as pichações são de momentos anteriores ao período da ocupação", afirma o comunicado do DCE.

"Fica evidente o propósito da reitoria de criminalizar os estudantes que estão organizando a ocupação. Essas acusações infundadas são um grande exemplo disso, pois além de não terem provas e não apresentarem casos concretos, demonstra uma postura irresponsável da administração pública para com os estudantes que compõe o movimento da sua própria instituição", diz a nota do diretório estudantil.

O grupo de estudantes também sustenta que o novo formato de edital proposto pela Unilab para vagas ociosas deve juntar demandas que já são contempladas em outros editais e deve colocar em risco a realização de seleções específicas para quilombolas e indígenas, "tornando-os vulneráveis a mais ataques do governo federal, que nitidamente são motivados por questões ideológicas". Confira aqui a nota completa do DCE.

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Jessé Souza

Em 05 de maio de 2021
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