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Bahia

Operação Faroeste: acusado de destruir provas, juiz diz que voltou à cidade para 'orar'

De acordo com o MPF, a presença do magistrado nas cidades apontou para uma possível destruição de provas

[Operação Faroeste: acusado de destruir provas, juiz diz que voltou à cidade para 'orar']
Foto : Reprodução

Por Alexandre Galvão no dia 29 de Novembro de 2019 ⋅ 08:59

Preso temporariamente após apurações da Operação Faroeste, o juiz de primeiro grau Sérgio Humberto Sampaio voltou às cidades onde o esquema funcionava, segundo o Ministério Público Federal. 

No pedido de prisão contra o juiz, a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo cita que, durante buscas na casa de Sérgio Sampaio, a PF foi avisada de que ele havia viajado a Barreiras e Formosa do Rio Preto, cidades que são epicentros do esquema. O que, para o MPF, indica a tentativa de dificultar a investigação.

No interrogatório policial, no entanto, o juiz afirmou que visitou os locais "por ter sentido a necessidade de orar". Ainda segundo ele, a "oração" foi feita no hotel, de onde teria saído apenas para se alimentar. 

As investigações mostram que Humberto Sampaio tinha vida de luxo, incompatível com o que recebia como membro do Judiciário baiano. "Foram encontrados na residência do investigado  relógios Rolex e joias Cartier, os seguintes automóveis de luxo: 01 BMW X6, 01 Porsche Cayenne, 01 Hyundai Tucson, e 01 Harley Davidson", diz o texto da decisão assinada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Og Fernandes.

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