Bahia

'Criminalidade está mais ousada na pandemia', diz comandante da PM

Ainda de acordo com o coronel, a PM segue acompanhando os municípios para dar suporte às medidas de toque de recolher

['Criminalidade está mais ousada na pandemia', diz comandante da PM]
Foto : Elói Corrêa/GOVBA

Por Matheus Simoni no dia 08 de Junho de 2020 ⋅ 09:47

O comandante da Polícia Militar da Bahia, coronel Anselmo Brandão, alertou para a ação de criminosos em meio à pandemia de coronavírus nas cidades baianas. Em entrevista a Mário Kertész hoje (8), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele apontou que os agentes de segurança estão apresentando alto grau de tensão por conta das atividades.

"Temos observado que a criminalidade, devido a menor circulação de pessoas na cidade, está mais ousada e está saindo mais. Nossa produtividade aumentou muito por isso, temos abordado bastante e apreendido muitas drogas e armas. Isso é um fator que estressa o policial. O homem está em todo momento em estado de tensão. Estive agora em Sussuarana e vi o grau de tensão nos policiais da região. É a noite toda na caça de gato e rato, entrando em comunidades. O policial volta para casa como? A pessoa quer voltar para se restabelecer e voltar no outro dia", declarou.

Ainda de acordo com o coronel, a PM segue acompanhando os municípios para dar suporte às medidas de toque de recolher. Através de decretos municipais, as prefeituras baianas instituíram um horário limite para a circulação de pessoas e veículos na regiões das cidades.

"Nós queremos deixar bem claro de que essa expressão do toque de recolher na verdade são medidas de restrição de circulações de pessoas e veículos devido essa questão de contágio. Temos operado e a comunidade tem entendido. O governador Rui Costa fez uma experiência em Itabuna e foi um sucesso, a comunidade entendeu", afirmou.

"A PM tem acompanhando junto com as prefeituras e estamos caminhando na linha do esclarecimento. Mas, repito: ainda precisa de conscientização. Em plena pandemia, você está vendo aí festas e aglomerações. Tivemos no RJ com uma médica, vimos recentemente em Salvador, junto com a prefeitura, inibimos muitas festas à noite e em Vilas do Atlântico e nas periferias. Parece que as pessoas não estão vendo que as pessoas estão morrendo", acrescentou.

Notícias relacionadas