Bahia

Sérgio Kertész relembra importância dos avós e fala da família

Bem humorado, Sérgio lembrou ainda de histórias, como a forma que se “pronunceia” J.J Seabra e “líquido” na porta do cinema

[Sérgio Kertész relembra importância dos avós e fala da família]
Foto : Reprodução / Youtube

Por Metro1 no dia 12 de Junho de 2020 ⋅ 13:52

Filho mais velho de Mário Kertész, âncora do Grupo Metrópole, Sérgio Kertész falou hoje (12) sobra a importância da família – sobretudo dos avós – na sua formação. Em um papo descontraído com seu pai – que promoverá outras conversas com todos os filhos, com o objetivo de levar um pouco de leveza em tempos de pandemia – Sérgio disse ter seus dois avôs como exemplo. 

“Meu avô Arnaldo, o pai de minha mãe, e meu avô Jorge, pai do senhor, são figuras importantíssimas para mim. Eles tiveram um papel muito importante na minha formação da forma mais clara possível, que é o exemplo. Quando a gente fala e não pratica, isso não convence. E o que eu vi eram dois homens com posturas diferentes, mas muito parecidos na questão da disciplina, do respeito, da educação, eu sempre brinco que fui absolutamente rígido com horário e aprendi com os dois, do respeito às pessoas, do tempo, do compromisso. Uma coisa que conectava os dois era a coisa do cuidado com o corpo, do atletismo, da prática da atividade física. Meu avô Jorge era caçador, elegante, margo, pisava forte, era um cara íntegro, de muita energia e meu avô Arnaldo era atleta. Eu tenho fotos dele correndo 400 m com barreira, tem que ter uma habilidade”, lembrou. 

Praticante de Karatê, arte marcial que tem devoção, Sérgio Kertész vê no esporte uma forma de relembrar ensinamentos da mãe, Alzira Hentschel, que sempre deu duas ordens: “Faça aula de inglês e pratique esportes”. 

“Pratico desde 2008. Doze anos sem parar. Quando comecei, eu fui aluno do professor Paulo Góis. Ele era respeitadíssimo e muito temido pelos melhores do mundo. A gente treinou uns dois, três anos e parei. Mas sempre gostei da filosofia, da forma. Quando eu tinha 20 anos, voltei a treinar. E aí, aqui em São Paulo, quando me mudei, Bia, que é minha esposa, foi trazer um treinamento ao ar livre com um grupo de trainees. O treinamento era fazer o primeiro kata. Eu fui assistir e meu deu uma saudade daquele negócio, o cheiro da roupa, o amarrar da faixa. Passou um tempo e eu resolvi voltar. Em 2008 a gente mudou nosso escritório e próximo tinha uma academia grande, eles ofereceram desconto e eu voltei a treinar por conta dessa oportunidade. A gente mudou de escritório e uma prima de Bia me disse que tinha um karatê muito bom e na mesma região. Passei, me inscrevi e desde 2009 estou fazendo. Não parei mais”, conta. 

Filho do primeiro casamento de MK, Sérgio ressalta a proximidade com os irmãos e destaca a importância que sua mãe Alzira teve na manutenção dos laços, mesmo com a distância física que algumas vezes se impôs na relação familiar. 

“Minha mãe sempre cuidou para que eu não me afastasse, tivesse a possibilidade de conviver, não tivesse dúvida ou qualquer problema. Ela foi muito generosa e me ajudou a entender o meu papel e a consolidar a relação tão boa que tenho com todos até hoje. Para mim fez toda diferença do mundo. Em algumas épocas a gente [os irmãos] teve mais próximo, em outras mais distante. Por exemplo, quando vim em 1993 com Marcelo morar com Duda em São Paulo. Tivemos as questões normais, brigas de viver junto. Duda morava sozinha, veio com 16/17 anos, ela veio fazer vestibular da FGV [Fundação Getúlio Vargas] e eu vim acompanhar ela, fiquei com ela aqui, ia com ela, deixava ela na porta. Ela veio numa coragem absoluta. Um ano depois aparecem eu e Marcelo para bagunçar a vida dela”, brincou. 

Bem humorado, Sérgio Kertész lembrou ainda de histórias, como a forma que se “pronunceia” J.J Seabra e “líquido” na porta do cinema. “Um turista estava na Baixa dos Sapateiros e perguntou a uma pessoa onde era o local, pois na placa estava escrito J.J. Seabra. O cara disse: 'Tá escrito isso, mas se pronunceia Baixa dos Sapateiros'". A do cinema, Sérgio jura ter provas de que aconteceu. “Eu estava entrando no Cine Iguatemi e tinha passado numa lanchonete e levei um resto de refrigerante no copo. Na hora que fui passando, o cara da bilheteria travou a catraca e eu perguntei o que foi. Ele me disse: 'Só após o líquido'. Que só poderia entrar depois de beber. eu, imediatamente, atendi a norma e voltei. A pessoa que tava comigo me perguntou o que ele queria dizer, mas eu saquei na hora”, relembra. 

Assista aqui a entrevista completa: 

Notícias relacionadas