Bahia

Rui cita pacto federativo após STF cumprir retirada da Força Nacional do Sul da Bahia

Governador critica decisão de enviar a Força Nacional aos municípios de Prado e Mucuri: 'medida midiática e política'

[Rui cita pacto federativo após STF cumprir retirada da Força Nacional do Sul da Bahia]
Foto : João Brandão/Metropress

Por Matheus Simoni e João Brandão no dia 18 de Setembro de 2020 ⋅ 14:25

O governador Rui Costa (PT) cobrou respeito ao pacto federativo em comentário a respeito sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a retirada da Força Nacional de Segurança do sul do estado. A medida tinha como objetivo parar a ação em assentamentos do extremo sul da Bahia, nos municípios de Prado e Mucuri. Segundo Rui, a presença da Força Nacional é um desrespeito à Constituição Federal.

"Eu quero agradecer e parabenizar o STF. Estamos falando de pacto federativo e respeito pelos entes federados. Eu me orgulho.Não fui eu que comecei, Wagner começou dando exemplo e respeitou cada cidade independente da filiação partidária do prefeito ou da prefeita, independente de ter votado ou não no governador. Temos que respeitar a vontade da população. Chama-se pacto federativo e democracia", citou o governador.

"Infelizmente o atual governo não tem nenhum apreço e apego com relação à democracia, nenhum respeito ao pacto federativo. A lei e a Constituição Brasileira é muito clara. Essa atitude é ilegal e beira crime de responsabilidade, além de ser um brutal desperdício de dinheiro público. Acho que o TCU deve apurar esse processo. Estamos falando não de disputa de terra, ali não tem disputa. Não é disso que estamos falando. Acho bom esclarecer, quem ouve o assunto não sabe do que se trata", disse Rui. 

O governador ainda reclamou que a decisão do governo de Jair Bolsonaro tem viés midiático. Na avaliação dele, o Tribunal de Contas da União (TCU) precisa investigar o gasto de dinheiro público na região. "É uma medida midiática e política, de provocação sem nenhum sentido concreto a não ser um desperdício brutal de recursos, como se parecesse que estivesse sobrando dinheiro no governo federal. Sou economista, não sou do direito, mas me ensinaram que a gente precisa respeitar decisão judicial. A primeira coisa que o governo federal é obedecer a decisão judicial. Depois que cumprir a decisão judicial, nós sentaremos e conversaremos sobre qualquer coisa. Eu não recebi um só telefonema para avisar nem que a polícia estava chegando, muito menos para discutir a necessidade da Força Nacional que, ressalte, não é força federal. Força federal é Exército, Marinha e Aeronáutica, ou Polícia Federal", afirmou.

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